A histórica vitória democrata
Paradigmas foram quebrados a partir do momento que Barack Obama aparecia em primeiro lugar nas pesquisas presidenciais dos Estados Unidos da America. Resultado sempre questionado por veículos de comunicação, que atribuiam a liderança como reflexo de cidadãos americanos com medo de serem taxados de preconceituosos. Reciosos ou não, o povo foi as urnas no dia 4 de novembro de 2008 e elegeu o primeiro presidente negro de seu país.
Obama veio cheio de idéias bonitas de se ver, apoiando a liberdade e dizendo não à guerra. Com seus discursos inspiradores e sempre demonstrando muita simpatia, conquistou pessoas do mundo inteiro. Estadistas de toda parte manifestaram-se positivamente em relação a esse descendente de quenianos. Entre as evidências de aprovação, desponta o Quênia que decretou feriado nacional em comemoração a essa histórica vitória. Tamanha predileção traz consigo uma pergunta: Como uma eleição pôde repercutir de tal forma, que até mesmo a Alemanha, com toda sua carga cultura, levantou a bandeira a favor do democrata?
As nações do mundo já calejadas por tristezas, vidas sendo tiradas por combates hoje vistos como sem sentido, fome e desemprego, viram esperança naquele homem com sentenças revolucionárias. Seres humanos desacreditados, depois de passar boa parte de seus dias tendo contato com notícias assutadoras, viam a paz e o bem como ideais utópicos. Hoje, é possível sentir entusiasmo junto à alguém que demonstra não ter medo de enfrentar gigantes.
O novo presidente tem nas costas a responsabilidade de mostrar a que veio: Fazer valer a confiança nele depositada e pôr em ordem o quebra-cabeça desorganizado pelo seu antecessor, George Bush, conhecido por seu conservadorismo e apoio incondicional a guerra. Concertar defeitos causados pelo governo anterior não é tarefa fácil; mudar o mundo também não parece ser.
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