Talvez seja algo próprio de mãe…ou não. Não posso falar por todas as mães do mundo, mas teimo em tentar explicar um pouco do que vejo/sinto na minha (que muito provavelmente se você é do @abrigor15 deve ter levantado uma sobrancelha, franzido a testa e ter dito: nossa! Afinal de contas, minha mãe não é só minha, certo?)
Mas, o que vim falar aqui não é necessariamente sobre a incrível capacidade materna de agregar cada vez mais filhos ao coração… na verdade, eu estava ouvindo uma banda chamada Los Hermanos e de repente me deparei com uma frase: É de lágrima que eu faço um mar pra navegar.
Por isso repito, não sei se é próprio de todas as mães, mas se você conhece a minha, com certeza entende onde eu quero chegar… talvez todas as mães depois de terem filhos aprendam a conviver com a lágrima mais próxima dos olhos. Longe de mim achar que mãe é sinônimo de sofrimento, também acredito que lágrimas são perfeitamente expelidas quando a felicidade já não cabe dentro de si.
É engraçado depois de um tempo perceber o quanto fazemos nossas mães chorarem, mesmo quando não queremos, por exemplo, logo nos primeiros dias que aparecemos nas suas vidas enlouquecemos seus hormônios e as levamos aos choros mais absurdos e aleatórios. Depois vem a primeira vez que somos entregues nos seus braços, as nossas primeiras palavras e passos, quando temos nossa primeira doença complicada, quando cantamos ou declamamos poemas em programações da escola, quando somos acometidos de desilusões amorosas devastadoras e corremos para seus infalíveis colos, até quando casamos e deixamos suas casas um pouco mais vazias…
As nossas dores parecem se conectar diretamente com o coração de nossa mãe, talvez resquícios do cordão umbilical… hoje, imaginário, onde a dor parece que dói mais dentro delas, e as vezes seus desejos parecem ser: Deus, deixa que eu sofro essa por ele! – Talvez Maria tenha sentido exatamente isso vendo Jesus em sua saga de dor até a sua morte humilhante, mesmo sabendo que era sua missão, assim como nossas mães sabem que os percalços da vida são totalmente necessários para que cresçamos…
Então, vão fazendo rios de lágrimas, de alegria ou sofrimento, aonde o barco vai deslizando e singrando até onde podemos ouvi-las dizer: É de mágica que dobro a vida em flor.
É, não tem nada mais mágico do que a vida de uma mãe, todos os malabarismos que elas fazem por nós, as milhares de profissões que elas exercem para nos atender, as milhões de vezes que oram sozinhas pelas nossas vidas por saberem que maior amor que o que este que carregam dentro do peito…só o de Deus.
Filhos, nesse rio feito de lágrimas, nessa vida feita de flor, que nossa gratidão nunca seja desconhecida por nossas mães, sejam elas mães biológicas ou não, mães-avós, mães-tias, mães-pais, mais de todos os tipos, por que distantes ou não elas sempre tem: muito mais amor para dar.




Belo texto. Expressou muito bem!
O ser mãe é algo impressionante mesmo. Acho que só dá pra entender sendo, então, já vi que nunca entenderei hahaha.
Um beijo pra todas as mães!!
Excelente Texto.
Ser mãe com certeza é construir um amanhã junto ao filho sem esperar retorno, cada suor e lagrimas despensados hojê, se tornarão ótimos frutos no amanhã e ajudarão a criar um mar de felicidades familiar.
Parabens Mamães….
Com lágrima nos olhos…só posso dizer que ,você Martinha, perfuma nossa existência! Lindo, lindo!
Sou grata à Deus pelo privilégio de ser mãe da coisa mais linda desse mundo, o meu Vitinnho e de ter uma mãe que é a melhor do céu nessa terra!! Um beijo à todas a mamães….
O belíssimo texto nos remete a um tema muito difícil de de entender. Navegar nesse rio é preciso. Ainda bem.
Minha homenagem as mães calmas, agitadas e as tempestuosas tbm.
Quem não sabia que eu ia chorar lendo isso???? Minha pequeninha vc é demais… seus textos são sempre lindos e inspirativos. Bj, te amo
Marta, Deus te agraciou em sabedoria.
Agradeça a Ele por isso.
Puxa, como suas palavras me fizeram escorrer oceanos de lágrimas…
E como naveguei neste oceano, lembrando-me de minha mãe, que como a sua, não é só minha…
Ô coração grande!
Forte Abraço!