• Reflexões

    Enviado em maio 26th, 2010

    Escrito por markeetoo

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    Viver junto ou morrer sozinho

    Quem me conhece pessoalmente ou através das redes sociais desse mundo virtual sabe que essa semana acabou o melhor seriado que a televisão já produziu, na minha opinião e quão freqüentemente eu falei e falei sobre isso. Como tudo que produz um certo hype, é normal que muitos estejam de saco cheio desse tema, até porque os fãs de LOST são meio chatos (sim, confesso). Não quero aqui comentar somente o último episódio ou trazer uma teoria ou explicação. Quero falar sobre o que mais prendeu a maioria dos telespectadores, que foram aqueles personagens que nos cativaram e nos fizeram refletir tantas vezes.

    Nós, no Abrigo R15 temos visto as coisas cada vez mais sendo direcionadas para a importância de relacionamentos, para a noção de que sozinhos, não vamos longe. Por mais piegas que isso possa soar, é uma realidade. Somos seres sociais.

    Gostaria de citar um trecho do que meu irmão, Micael Silva, escreveu no seu blog a respeito da série: “Por fim, a questão relacional se mostrou a parte mais essencial de toda a trama da série. Cada personagem marcou a vida um do outro e isso terá implicações eternas, será uma marca indelével, que nem a morte poderá extinguir.” No texto, ele também menciona outro filme que já foi comentado aqui em nosso site, que é o Na Natureza Selvagem, que traz a célebre frase: “A felicidade só é real quando compartilhada.”

    Os relacionamentos, maus ou bons, nos “afiam”, mexem conosco, nos fazem mudar. Se nos relacionamos, somos impulsionados a se preocupar, a querer cuidar, e com isso vem a auto-negação em favor do bem-estar do outro, o serviço. Muitas das desgraças sociais que vivenciamos todo dia, da destruição da família, da superficialidade dos relacionamentos, do desapego, da banalização dessas relações surgem por causa do egoísmo, do medo de se envolver. Acho que deveríamos juntar alguns pequenos grupos e jogar no meio de uma ilha isolada pra que muitos de nós sejamos forçados a lidar com algumas dessas questões. Precisa chegar a tanto? Não.

    É com saudade dos losties, das conversas cheias de teorias, das sessões de LOST projetadas na sala do meu pai que vou parando por aqui, grato por todas as experiencias que a série me proporcionou. Alguns conseguem refletir nessas questões lendo um livro, outros com filmes, outros simplesmente vivendo isso de maneira altruísta, não importa. O que importa são os relacionamentos.

    Ah, e esse Hurley super legal da imagem do post foi desenhado pelo brother Bernardo Bulcão. Clica aqui pra ver.

    Este conteúdo foi enviado em quarta-feira, maio 26th, 2010 às 20:01 e está na categoria Reflexões. Você pode acompanhar as respostas através do RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou fazer um trackback de seu website
  • 3 Comentários

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    1. martapnsilvaNo Gravatar
      mai 26th

      é..relacionamento é plano de Deus!
      e..como eu falei no blog do micael

      “tava pensando sobre o nome da série, sabe, Lost nos remete a alguem,alguem está perdido,e o fim de Lost, e a satisfaçao daquele encontro na igreja,com certeza é o desfecho ideal para quem andou sem rumo até encontrar nos relacionamentos a chave para vida..ou morte.
      o nome da serie nao foi A ilha, ou Jacob, ou Dharma, pq no final das contas..como desmond diz…nada disso importa..no final das contas..estamos todos juntos.”"

    2. manoeldcNo Gravatar
      mai 27th

      Realmente o desfecho ressatando os relacinamentos entre os personagens me satisfez bastante.As dúvidas, os mistérios, as explicações científicas e filosóficas se quedaram ao único ponto fixo do universo, o amor.
      gostei do texto.

    3. Rodrigo @ocronicoNo Gravatar
      jun 2nd

      Lost continua. Em nossas ilhas.
      No enfrentamento dos mocinhos e bandidos de nós mesmos.

      Lost continua.
      E o que aconteceu, aconteceu.

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