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	<title>Abrigo R15 &#187; Reflexões</title>
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	<description>Acolhendo Gerações</description>
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		<title>Abrigo R15 &#187; Reflexões</title>
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		<title>Tudo é Tão Pouco</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 15:47:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocronico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo é tão pouco
E tampouco tudo é algo
E por tão pouco tudo entrego
E de tudo um pouco sinto falta
Mesmo estando pouco atento
Em momentos que me ausento
Aquele pouco me acalma


Tudo é tão vago
E decerto tudo é triste
E se por mais nada a vida insiste
Entrego os pontos e me calo
E mesmo estando em ponto de partir
Sei que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Tudo é tão pouco</p>
<p style="text-align: left;">E tampouco tudo é algo</p>
<p style="text-align: left;">E por tão pouco tudo entrego</p>
<p style="text-align: left;">E de tudo um pouco sinto falta</p>
<p style="text-align: left;">Mesmo estando pouco atento</p>
<p style="text-align: left;">Em momentos que me ausento</p>
<p style="text-align: left;">Aquele pouco me acalma</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Tudo é tão vago</p>
<p style="text-align: left;">E decerto tudo é triste</p>
<p style="text-align: left;">E se por mais nada a vida insiste</p>
<p style="text-align: left;">Entrego os pontos e me calo</p>
<p style="text-align: left;">E mesmo estando em ponto de partir</p>
<p style="text-align: left;">Sei que em momentos há de vir</p>
<p style="text-align: left;">Aquele ponto que me acalma</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Tudo é tão pobre</p>
<p style="text-align: left;">E dos mais pobres sou mendigo</p>
<p style="text-align: left;">E dos mendigos o mais faminto</p>
<p style="text-align: left;">E dos famintos o mais fraco</p>
<p style="text-align: left;">E dos mais fracos o mais sofrido</p>
<p style="text-align: left;">Peço aquele pouco e mais nada</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Tudo é tão falho</p>
<p style="text-align: left;">Tudo é tão inacabado</p>
<p style="text-align: left;">Tudo é tão vazio</p>
<p style="text-align: left;">Em mim</p>
<p style="text-align: left;">Que chego ao ponto que me acabo</p>
<p style="text-align: left;">Abro mão do que vivi</p>
<p style="text-align: left;">E de tudo o que cri</p>
<p style="text-align: left;">E eis que chego ao ponto</p>
<p style="text-align: left;">Que de pronto vê-se o fim</p>
<p style="text-align: left;">Desse pranto amargurado</p>
<p style="text-align: left;">Chego ao ponto que confio em Ti</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Deus,</p>
<p style="text-align: left;">Tudo em mim é falho</p>
<p style="text-align: left;">Tudo em mim é nada</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Deus,</p>
<p style="text-align: left;">Tudo a Ti!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Igreja-Poder</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 14:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[autoridade]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[hierarquia]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[serviço]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou abordar um tema incômodo mas incontornável: como pode a instituição-Igreja, como a descrevi num artigo anterior, com características autoritárias, absolutistas e excludentes se perpetuar na história? A ideologia dominante responde: “só porque é divina”. Na verdade, este exercício de poder não tem nada de divino. Era o que Jesus exatamente não queria. Ele queria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou abordar um tema incômodo mas incontornável: como pode a instituição-Igreja, como a descrevi num artigo anterior, com características autoritárias, absolutistas e excludentes se perpetuar na história? A ideologia dominante responde: “só porque é divina”. Na verdade, este exercício de poder não tem nada de divino. Era o que Jesus exatamente não queria. Ele queria a hierodulia (sagrado serviço) e não a hierarquia (sagrado poder). Mas esta se impôs através dos tempos.</p>
<p>Instituições autoritárias possuem uma mesma lógica de autoreprodução. Não é diferente com a Igreja-instituição. Em primeiro lugar, ela se julga a única verdadeira e tira o título de “igreja” a todas as demais. Em seguida cria-se um rigoroso enquadramento: um pensamento único, uma única dogmática, um único catecismo, um único direito canônico, uma única forma de liturgia. Não se tolera a crítica nem a criatividade, vistas como negação ou denunciadas como criadoras de uma Igreja paralela ou de um outro magistério.</p>
<p>Em segundo lugar, se usa a violência simbólica do controle, da repressão e da punição, não raro à custa dos direitos humanos. Facilmente o questionador é marginalizado, nega-se-lhe o direito de pregar, de escrever e de atuar na comunidade. O então Card. Joseph Ratzinger, Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, em seu mandato, puniu mais de cem teólogos. Nesta mesma lógica, pecados e crimes dos sacerdotes pedófilos ou outros delitos, como os financeiros, são mantidos ocultos para não prejudicar o bom nome da Igreja, sem o menor sentido de justiça para com as vítimas inocentes.</p>
<p>Em terceiro lugar, mitificam-se e quase idolatram-se as autoridades eclesiásticas principalmente o Papa que é o “doce Cristo na Terra”. Penso eu lá com meus botões: que doce Cristo representava o Papa Sérgio (904), assassino de seus dois predecessores ou o Papa João XII (955), eleito com a idade de 20 anos, adúltero e morto pelo marido traido ou, pior, o Papa Bento IX (1033), eleito com 15 anos de idade, um dos mais criminosos e indignos da história do papado, chegando a vender a dignidade papal por 1000 liras de prata?</p>
<p>Em quarto lugar, canonizam-se figuras cujas virtudes se enquandram no sistema, como a obediência cega, a contínua exaltação das autoridades e o “sentir com a Igreja (hierarquia)”, bem no estilo fascista segundo o qual “o chefe (o ducce, o Führer) sempre tem razão”.</p>
<p>Em quinto lugar, há pessoas e cristãos com natureza autoritária, que acima de tudo apreciam a ordem, a lei e o princípio de autoridade em detrimento da lógica complexa da vida que tem surpresas e exige tolerância e adaptações. Estes secundam esse tipo de Igreja bem como regimes políticos autoritários e ditatoriais. Aliás, há uma estreita afinidade entre os regimes ditatoriais e a Igreja-poder como se viu com os ditadores Franco, Salazar, Mussolini, Pinochet e outros. Padres conservadores são facilmente feitos bispos e bispos fidelissimos a Roma são promovidos, fomentando a subserviência. Esse bloco histórico-social-religioso se cristalizou e garantiu a continuidade a este tipo de Igreja.</p>
<p>Em sexto lugar, a Igreja-poder sabe do valor dos ritos e símbolos pois reforçam identidades conservadoras, pouco zelando por seus conteúdos, contanto que sejam mantidos inalteráveis e estritamente observados.  Em razão desta rigidez dogmática e canônica, a Igreja-instiuição não é vivida como lar espiritual. Muitos emigram. Dizem sim ao cristianismo e não à Igreja-poder com a qual não se identificam. Dão-se conta das distorções feitas à herança de Jesus que pregou a liberdade e exaltou o amor incondicional.</p>
<p>Não obstante estas patologias, possuimos figuras como o Papa João XXIII, Dom Helder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Luiz Flávio Cappio e outros que não reproduzem o estilo autoritário, nem apresentam-se como autoridades eclesiásticas mas como pastores no meio do Povo de Deus. Apesar destas contradições, há um mérito que importa reconhecer: esse tipo autoritário de Igreja nunca deixou de nos legar os evangelhos, mesmo negando-os na prática, e assim permitindo-nos o acesso à mensagem revolucionária do Nazareno. Ela prega a libertação mas geralmente são outros que libertam.</p>
<p><strong>Leonardo Boff é autor de <em>Igreja: carisma e poder</em>, Record 2009</strong></p>
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		<title>Auto Ajuda?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 16:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocronico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Correndo sem cansar. Rápido e com os olhos num horizonte qualquer. Vou como se estivesse fugindo de algo ou de alguém. Numa velocidade incrível. E de repente caio num buraco, que seu fundo é o teto do meu quarto. Então, acordo.
Esse sonho sempre reprisa. Tanto quanto Lagoa Azul no meu tempo de espectador de Sessão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Correndo sem cansar. Rápido e com os olhos num horizonte qualquer. Vou como se estivesse fugindo de algo ou de alguém. Numa velocidade incrível. E de repente caio num buraco, que seu fundo é o teto do meu quarto. Então, acordo.</p>
<p>Esse sonho sempre reprisa. Tanto quanto Lagoa Azul no meu tempo de espectador de Sessão da Tarde.  Acredito que esse curta-metragem, guardado há tempos em algum cantinho do meu cérebro, é tão antigo que ainda é rodado numa fita VHS na minha cabeça. Esse filme está em cartaz para mim desde moleque. E sei que não é exclusivo. Já ouvi várias pessoas falando que costumam ter esse mesmo sonho. O que me faz pensar: Será uma pane na Matrix? É um viral tipo “Pedro, me dá meu chip”? Será o vídeo preferido dos cérebros? Ou, pode ser que esse evento realmente tenha ocorrido, mas foi meu Avatar quem viveu.</p>
<p>Sonhos costumam ser estranhos e algumas vezes reveladores. Ou, forçamos uma revelação em alguns deles. Por exemplo, o pensamento que me veio agora é o seguinte: Pode ser que seja um vídeo de alerta que o cérebro roda pra gente quando estamos fugindo de alguma coisa que não deveríamos estar fugindo. E o resultado disso pode ser cair num buraco.</p>
<p>No período de exibição desse filme, pode ser que eu esteja vivendo num momento de fuga. Correndo desesperadamente de alguma coisa e meu cérebro esteja dando a dica de que estou correndo para um buraco.</p>
<p>Outro exemplo é o sonho de estar andando tranquilamente pelas ruas e de uma hora pra outra, levanto as pernas e começo a voar. Vou vendo tudo de cima e sem medo de cair.</p>
<p>Quando ando, lentamente, calmamente, a história do sonho termina melhor. Termina com o ator principal vendo as coisas por cima, chegando mais rápido, sentindo-se mais seguro. E por fim acordando melhor. Porém, esse de estar voando, reprisa menos. Como um filme quase novo e que serve de curinga da emissora. Só é exibido em sessões de maior ibope. Uma pena.</p>
<p><em>Concluo que quando corro, caio num buraco. Quando ando, sou capaz de voar. </em></p>
<p>Acho que estou vivendo um sonho. Tenho vivido correndo, fugindo e tenho caído em buracos e sempre acordando mal e muito assustado. Minha vida tem sido assim, ou melhor, nossa vida tem sido assim. Nós temos vivido assim. O lazer tem sido pensar em como conseguir um trabalho melhor e ganhar mais. Enquanto isso vamos bolando planos para fazer sobrar mais dinheiro, para viver melhor, e ter como fazer mais coisas e comprometer mais ainda o dinheiro e depois repensar o plano para sobreviver um tantinho mais. Ufa! Corri e cansei nesse parágrafo.</p>
<p>Precisamos parar de correr pra que em algum momento sejamos capazes de flutuar sobre as coisas, ver do alto. Acordar bem, com vontade de sonhar um pouco mais. Ver os problemas bem pequenos enquanto sobrevoamos. Paremos então. A correria do dia-a-dia nos encaminha para buracos que nos assustam com o poder da escuridão com que nos engolem. Vamos caminhar, ou nossa história será de angústia em angústia entre as quedas que sofreremos.</p>
<p>Auto Ajuda? Que seja!</p>
<p><em><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small">“Não andeis ansiosos por coisa alguma;                    antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus&#8230;&#8221;<br />
</span></em></p>
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		<title>Isso É Vida!</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 20:18:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) Me tornei amigo de um garoto que tem uma história fantástica. Ele foi pro programa &#8220;The Price Is Right&#8221; e acabou ganhando um carro. Então ele levou a sorte grande na grande roda e conseguiu entrar no &#8220;Showcase Showdown.&#8221;
Agora, você não vai acreditar nisso, mas em um lance raro de brilhantismo, ele foi perfeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;(&#8230;) Me tornei amigo de um garoto que tem uma história fantástica. Ele foi pro programa &#8220;The Price Is Right&#8221; e acabou ganhando um carro. Então ele levou a sorte grande na grande roda e conseguiu entrar no &#8220;Showcase Showdown.&#8221;</em></p>
<p><em>Agora, você não vai acreditar nisso, mas em um lance raro de brilhantismo, ele foi perfeito e acabou ganhando absolutamente tudo no &#8220;Showcase Showdown&#8221;. Então no fim ele tinha ganhado dois carros e todo tipo de prêmios totalizando cerca de U$60.000. Mas então ele leu sua Bíblia e orou (as vezes, algo perigoso de se fazer). Ele sentiu o Espírito o movendo a fazer algo diferente, algo louco, algo que faria Deus sorrir. Então ele transformou todos os prêmios em dinheiro e voou para Uganda, e gastou tempo em orfanatos por toda Uganda, se livrando de todo o dinheiro secretamente. E eis uma coisa incrível&#8230; quando você fala com esse garoto, ele está VIVO. Como nunca antes. </em></p>
<p><em>Não é nem como se ele tivesse feito algo heróico ou nobre. Ele simplesmente fez algo que fazia sentido à luz do Evangelho. E, não apenas isso levou vida àqueles meninos morrendo de pobreza em Uganda, mas isso também trouxe vida a esse menino que deu tudo. Quero dizer, sério, você iria preferir ter 2 carros e um monte de coisas ganhados de um programa de TV que eventualmente iriam quebrar ou enferrujar ou ser vendidos no eBay; ou a lembrança preciosa daqueles rostos e sorrisos, e a sensação profunda de que você fez algo de significado eterno por outro ser-humano? Isso é vida. (&#8230;)&#8221;</em></p>
<p>Esse trecho do livro <a href="http://www.amazon.com/Follow-Me-Freedom-Leading-Ordinary/dp/0830751203/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1276028228&amp;sr=8-1">Follow Me To Freedom</a> do Shane Claiborne e John Perkins foi um tapa na minha cara. Sempre queremos mais e mais enquanto tem gente passando fome. Lemos e relemos o Evangelho, mas se isso não gera ações práticas nesse sentido, tudo é vão.</p>
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		<title>Então, não tem problema beber?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 20:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pergunta: O que é melhor? Pescar com um batista ou dois batistas?
Resposta: Dois. Se você levar um, você terá que compartilhar sua cerveja. Se você levar dois, terá a cerveja só pra você, porque batistas não bebem na frente de outros batistas.
 
Eu não sou muito de beber. Não bebi nada de álcool até meus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-weight: normal;"><em>Pergunta: O que é melhor? Pescar com um batista ou dois batistas?</em></span></strong></p>
<p><em>Resposta: Dois. Se você levar um, você terá que compartilhar sua cerveja. Se você levar dois, terá a cerveja só pra você, porque batistas não bebem na frente de outros batistas.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Eu não sou muito de beber. Não bebi nada de álcool até meus 22 anos. E atualmente, devo ter bebido um pouco mais que o equivalente a 2 pacotes com 6 latinhas no curso de um ano. Uma Coors ou Shine Bock quando jogo poker com os amigos do meu irmão. A batida ocasional quando saio com outro casal da nossa igreja. E ao me encontrar no Caribe, sou homem o suficiente para admitir que gosto muito de banana coladas &#8211; não as sem álcool que minha esposa prefere, mas as de verdade. E é isso.</p>
<p>Outra confissão: Eu gosto de fumar quando vou pescar, porque acampamentos ao redor da fogueira são melhores com um bom charuto, e o ar da montanha é mais fresco depois de um cigarro. Além do mais, jogo cartas, invisto na bolsa de valores, deixo minha esposa administrar as finanças de nossa família e costumava assistir &#8220;Buffy &#8211; A Caça-Vampiros&#8221; com devoção.</p>
<p>Na próxima vez que você estiver num culto de igreja, faça um aviãozinho de papel com o boletim, jogue ele com força, e existem boas chances de que você vai atingir alguém que pensa que ao menos uma das atividades descritas acima são pecaminosas. O problema é que nenhuma delas são expressamente proibidas na Bíblia, a não ser que você dê um jeitinho com a linguagem ou tire algo do contexto. Essa é uma das grandes dificuldades de ser um cristão numa sociedade dois milênios depois de nossas Escrituras terem sido escritas &#8211; as áreas cinzentas. Jesus nunca disse, &#8220;Discípulos, não bebam álcool.&#8221; Ele nunca contou nenhuma parábola sobre o efeito de filmes para maiores de 18 anos aos seus seguidores. Ele nunca censurou os fariseus por gastarem muito tempo jogando video-games. Claro, ele foi bastante claro em relação a coisas como adultério e divórcio. E ele se ocupou bastante com os religiosos que julgavam aqueles que não se mantinham à altura de suas extensas listas de regras sociais e religiosas.</p>
<p>Quando Jesus caminhou pela Palestina, as pessoas que mais se chatearam com ele foram os fariseus. Por que? Porque o foco deles eram suas regras mesquinhas, pseudo-religiosas enquanto deixavam passar coisas importantes como amar a Deus e amar as pessoas. Nós fazemos a mesma coisa hoje. Muitas de nossas &#8220;regras&#8221; de nossa confortável subcultura cristã são baseadas mais na tradição do que na Bíblia. Elas tem mais a ver com a noção de &#8220;ser separados&#8221; do mundo do que de ser feito à imagem de Cristo. E quão significativo é que essa atitude de separação enfatiza alguns assuntos de aparência externa (beber, fumar, tatuagens, entretenimento) e não outros (consumismo impensado, glutonaria)?</p>
<p>O que nos leva ao problema do álcool. Muitos leitores acreditam fortemente que a Bíblia é clara na proibição de bebidas alcóolicas. Outros acreditam que a Bíblia não proíbe precisamente, mas sentem que é melhor se abster na sociedade em que vivemos. E ainda temos outros que acham que não há absolutamente nada errado em beber, mas reconhecem que a embriaguez é um ato pecaminoso.</p>
<p>Alguns cristãos vão ainda mais além e não condenam a embriaguez. Uma grande amiga minha pôde passar uma noite com os membros de uma famosa banda cristã de hardcore. Depois do show em um local cristão, todos eles foram a um bar e encheram a cara &#8211; a banda, o empresário, os promoters da casa de show, todos. Minha amiga acabou tendo que acompanhar toda a trupe naquela noite porque era a única em condições de dirigir. Nem precisa dizer que foi uma noite longa e estranha pra ela. Ela ficou pensando se a livraria cristã da sua cidade ainda exibiria aquele display de papelão gigante da banda se soubessem o que aconteceu naquela noite.</p>
<p>Essa é a história. E você está tentando descobrir qual era a banda, né? Por que? É pra você poder julgá-los? Orar por eles? Se juntar a eles? Qual é a resposta cristã pra esse tipo de história? Vamos deixar essas questões de lado e olhar algumas coisas a respeito da Bíblia e álcool.</p>
<p><strong>SUCO DE UVA<br />
</strong>Eu participo de uma igreja batista. Eu não sou bem um batista, mas essa é uma longa história, e não vou entrar nela. De qualquer forma. Quando uma discussão sobre álcool surge entre os membros da minha congregação, e alguém menciona a história de Jesus transformando a água em vinho no seu primeiro milagre público, uma questão é levantada inevitavelmente: que o vinho naquela época era tão aguado que ele não tinha nada ou quase nenhum teor alcoolico, sendo quase um suco de uva.</p>
<p>Isso soa legal, e é uma maneira fácil de justificar as quase 50 vezes que o vinho é mencionado na Bíblia como uma benção de Deus. Também ajuda nos registros em que o vinho ou a bebida alcoolica é referenciada neutramente, como nada além de uma prática cultural comum. Mas existem alguns problemas com o argumento &#8220;era apenas suco de uva&#8221;. Como as pessoas que participaram da ceia em Corinto ficaram bêbados com suco de uva? Por que o Bom Samaritano derramou suco de uva nas feridas do homem assaltado na parábola de Jesus? Por que Paulo nos adverte &#8220;não vos embriagueis com vinho?&#8221; Por que os apóstolos no Pentecostes foram acusados de estar cheios de vinho quando começaram a falar em línguas? Um comportamento estranho é normalmente associado ao sujeito ter dado uns goles de suco? Sim, existiam vários tipos de vinho na Bíblia com quantidades variadas de álcool &#8211; mas era uma quantidade suficiente para a embriaguez ser mencionada. Pessoas ficavam bêbadas naquela época assim como ficam hoje. Meu palpite é que o vinho da Bíblia é exatamente o que a Bíblia diz que é.</p>
<p><strong>SER UMA PEDRA DE TROPEÇO</strong><br />
Um argumento mais razoável contra o vinho é feito baseado na interpretação de Romanos 14:21: &#8220;É melhor não comer carne ou beber vinho ou fazer qualquer outra coisa que vai fazer seu irmão cair.&#8221; Baseado no contexto desse verso, causar a &#8220;queda&#8221; de um cristão companheiro significa fazer com que ele faça algo que viola a sua consciencia ao imitar uma ação que ele acredita ser errada. Assim é como normalmente interpretamos o cenário: Eu vou ao Wal-Mart e pego um pacote de 6 cervejas. O Bob me vê parado na fila com as mãos cheias de breja. Bob pensa consigo mesmo, &#8220;Hmmmm&#8230; eu sempre aprendi que beber cerveja é pecado, mas já que o Jason está fazendo, acho que vou tentar.&#8221; Então Bob bebe álcool, mesmo ele tendo sido ensinado &#8211; e ele acredita nisso &#8211; que a ação é pecaminosa. Ruim pro Bob, e ruim pra mim também.</p>
<p>Abstinência (ou talvez, saber esconder) faz muito sentido nesse caso, mas não vamos considerar o assunto resolvido ainda. Existem 3 ações específicas no verso: 1) Comer carne; 2) Beber vinho; e 3) Fazer qualquer outra coisa.</p>
<p>Isso cobre tudo, não é? E é tão claro em relação à carne como é em relação ao vinho. Vamos considerar nossos amigos Adventistas do Sétimo Dia, que guardam como doutrina que comer carne é pecado. Muitos crentes tem problemas com a doutrina dos Adventistas, mas entre a maioria eles ainda são considerados cristãos. Então você também pensa em Romanos 14:21 quando você está entrando no drive-thru do Burger King? Quando você acende o fogo na sua churrasqueira no quintal? Quando você está carregando uns bifes na fila do supermercado?</p>
<p>Para aqueles que levam a Bíblia a sério, a aplicação desse verso se torna um problema. Porque além de se abster completamente do álcool, você tem que ser também um vegetariano.</p>
<p>E nós ainda nem tocamos na parte do &#8220;fazer qualquer outra coisa&#8221;. Tenha em mente que quase tudo que fazemos na nossa cultura atual já foi rotulado como pecado em algum aspecto do cristianismo. A lista inclui dançar, usar maquiagem, mulher usar shorts, ouvir rock, nadar com pessoas do sexo oposto ou comprar qualquer coisa em um domingo. A lista continua. Como aplicamos Romanos 14:21 consistentemente sem viver debaixo do medo constante de causar a queda de um cristão? Como podemos fielmente &#8220;fugir da aparência do mal&#8221; (I Ts 5:22) quando o mal pode ser quase tudo?</p>
<p>Pra encerrar esse ponto, lembre disse: Jesus ofendeu grandemente os fariseus. Ele certamente gastou tempo com as pessoas erradas, e ele bebeu o suficiente para que o rotulassem de beberrão (Mt 11:19). É bastante claro que ele fez o suficiente para ser uma pedra de tropeço (1 Cr 10:32) de alguma forma a eles. Afinal, eles o levaram à morte. Será que isso não se classifica como falhar em &#8220;fugir da aparência do mal&#8221;? Jesus não pecou, não foi?</p>
<p><strong>CONSIDERANDO NOSSA SOCIEDADE</strong><br />
Estima-se que existem mais de cinco milhões de alcóolatras só nos EUA, e outros 4 milhões que são considerados bebedores problemáticos. O índice de mortalidade é 2.5 vezes maior entre alcóolatras em relação à população geral. O índice de suicídios é quase três vezes maior. O índice de mortes acidentais é sete vezes maior. Cerca de 40% de todas as fatalidades do trânsito e um terço de todos os acidentes no trânsito são relacionados com o abuso de álcool. Um terço de todos os suicídios e distúrbios de sanidade mental são estimados a ser associados com um sério abuso de álcool. E isso é só entre adultos &#8211; estimativas recentes identificam mais de três milhões de pessoas com problema em relação ao álcool entre 14 e 17 anos nos EUA. Claramente, o abuso de álcool tem um efeito devastador em nossa sociedade. Ele estraga as pessoas.</p>
<p>Mesmo se a Bíblia não condenar o vinho, não seria melhor, na cultura de hoje &#8211; onde parece mais provável que as pessoas abusem do álcool do que usufruam dele responsavelmente &#8211; se abster completamente? É um argumento lógico na superfície, e tem sido usado por cristãos desde os dias da Lei-Seca. Mas existe um problema: ele é puramente relativismo moral.</p>
<p>Eis a lógica (ou ilógica): Trinta ou quarenta anos atrás, nossa cultura como um todo se preocupava com coisas como o divórcio, adultério e imoralidade sexual. Por que? Porque a Bíblia dizia que isso era moralmente errado, para citar um dos motivos. Ainda assim, na sociedade de hoje, dificilmente alguém vai estranhar um divórcio. Todo mundo está fazendo sexo adúltero e promíscuo com todo mundo, e o homossexualismo entrou na mainstream. Nossa cultura aceita essas ações, mas os cristãos continuam resistindo porque acreditamos que a Bíblia chama essas coisas de pecado. E se alguma coisa era pecado 2.000 anos atrás, continua pecado agora. Se as Escrituras são o que dizemos que são, então você não pode eliminar certas partes por causa das mudanças na sociedade. Você não pode reescrever a Bíblia para se acomodar aos padrões culturais de hoje. Pecados são problemas morais, não culturais. Captou?</p>
<p>Agora, vamos aplicar essa lógica ao álcool. Se não podemos cortar pecados da lista por razões culturais, não seria igualmente errado adicioná-los à lista pelos mesmos motivos? O oposto da frase no parágrafo acima também implica: se uma coisa não era pecado no primeiro século na Palestina, então não pode ser um pecado agora. E nos constituir os definidores de pecado não fica um pouco perto de dizer que somos melhores que Deus? No mínimo é legalista e farisaico. Lembra de quem Jesus chamava constantemente de &#8220;Raça de víboras&#8221;? Aqui vai uma dica &#8211; não eram os imorais, as prostitutas, ou os bêbados. Não. Era o povo igrejeiro que os enchiam com fardos de muitas regras.</p>
<p><strong>JULGAMENTO E MEDO<br />
</strong>Vamos pensar de novo na banda cristã com quem minha amiga passou aquela noite apimentada. Qual foi sua reação imediata a essa história? Posso pensar de várias reações possíveis entre os leitores da RELEVANT:</p>
<p>1) Empolgação: <em>Quem são esses caras? Preciso saber quem são pra eu poder adicionar mais um nome de celebridade na minha lista de cristãos que acham que não tem problema beber.</em></p>
<p>2) Raiva: <em>Quem esses caras pensam que são? Eles não sabem que são exemplos para a nossa juventude? Que irresponsáveis!</em></p>
<p>3) Tristeza: <em>Por que tudo tem que ser tão difícil? Por que é tão difícil curtir uma coisa sem alguma hora estragar tudo?</em></p>
<p>Isso nos leva à raiz do problema. Toda a argumentação sobre se a Bíblia diz que tem problema ou não beber acaba falando mais sobre os argumentadores do que sobre o tópico. Tenho a sensação de que muitos dos que veementemente defendem os direitos dos cristãos que bebem o fazem porque, bem, eles ficam nervosos se não puderem ser cristãos que bebem. Como minha irmã, Micha (uma contribuidora regular da RELEVANT), diz, &#8220;Parece que temos que falar tão alto sobre nós sermos livres para beber e fumar porque lá no fundo nos preocupamos em talvez estarmos errados.&#8221; O mesmo se aplica aos abstêmios, que argumentam e citam versos porque têm medo de encarar a facilidade com a qual eles julgam seus irmãos que bebem.</p>
<p>Ambos os lados tem bons argumentos, e ambos estão errados. Por que? Porque nos dois o foco está em regras. É tudo legalismo. A Bíblia diz &#8220;não beba&#8221;? Não exatamente, então eu posso beber. A Bíblia diz &#8220;não beba&#8221;? Não exatamente, então é melhor eu não beber.</p>
<p>Citando a Micha novamente, porque ela fala sobre isso muito bem: &#8220;É difícil falar às pessoas para serem equilibradas &#8211; beber, mas não beber demais. Porque a bebida estraga as pessoas, e como Jesus poderia fazer parte de algo que pode se transformar em algo ruim tão rapidamente? A verdade é, nenhum de nós é muito bom em identificar  e seguir nossa consciência. É difícil ouvir aquela voz baixinha e ainda mais difícil é confiar nela. Então é melhor termos regras. E as regras não acabam estragando a gente na mesma medida no final das contas?&#8221;</p>
<p>Então nos encontramos com essas perguntas, e na verdade não existem boas respostas. Eu poderia escrever que a Bíblia não diz que beber é pecado (que é o que acredito), mas muitos leitores ainda assim vão discordar de mim. Eu também poderia dizer que muitos dos argumentos dos que bebem são baseados no seu próprio medo de estarem errados (o que eu também acredito), mas esses leitores vão discordar de mim, também. Eu poderia ficar chateado com aquela banda cristã, ou poderia sentir um tipo de empatia com eles devido à sua inclinação ao álcool. Mas no geral só fico triste, pois é tão difícil ser como Jesus.</p>
<p>Dito isso, vou fechar com duas afirmações com as quais acho que todos podemos concordar: Beber demais faz coisas ruins com as pessoas. Julgar demais também.</p>
<p>Jason Boyett</p>
<p>Original <a href="http://www.relevantmagazine.com/features-reviews/life/1539-alcohol-a-commentary">aqui.</a></p>
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		<title>Domingo da Trindade</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 19:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel do Carmo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo passado foi celebrado o Domingo da trindade. Mas pergunto-me se existe espaço para lembrar-se do mistério da trindade nos dias corridos de hoje. Porque vivenciamos um tempo em que se reverencia o vazio, onde se valoriza as conversas fúteis, onde as pessoas são maníacas por velocidade e evitam a leitura e a reflexão, tempo de trânsito louco, de imagens voláteis, de compulsão pras compras e do culto ao lazer. Será que alguém vai deter-se num tema como este? Mas vamos lá&#8230;</p>
<p>Trindade é mistério, e se é mistério, não pode ser compreendido em toda a sua complexidade. São águas inavegáveis, onde a mente humana jamais penetrou e a perspicácia da inteligência não alcança. É a ponta do iceberg que esconde um bloco gigantesco de segredos obscuros inexplicáveis.</p>
<p>Trindade é verdade da fé. E só pode ser percebida pela virtude de se crer. A trindade está esboçada nas Escrituras e lá, podemos ver os lampejos de sua existência, quando vemos Jesus, o Filho, conversando com Deus Pai clamando que eles (os seguidores de Jesus) sejam um, “como eu e tu somos um, para que o mundo creia (Jo 17,21). Dentre vários exemplos, vemos no Batismo de Jesus, aparecendo no cenário da história, o Filho, nas margens do Jordão, O Espírito Santo descendo em forma de pomba, e a voz de Deus Pai retumbando do céu, dizendo que Jesus é o Filho de seu prazer. Mistério. Por que nem de longe cultuamos a um Deus esfacelado, esquizofrênico, ou damos motivo pros mulçumanos asseverarem que somos idólatras por cultuarmos três deuses ou entidades distintas que afrontam diretamente a unicidade de Deus. Não, mas vemos sim, a ação de três pessoas que compõem um só Deus em Sua tri-unidade.</p>
<p>Mas a trindade aponta para um tema mais prático, que tange a vida cotidiana, a liberdade como ideal proposto na própria Trindade.<br />
Jürgen Moltmann disse sobre o assunto: “A doutrina da Trindade é a doutrina teológica da liberdade; Deus deseja constantemente a liberdade de sua criação” (Trindade e Reino de Deus, Vozes).</p>
<p>Não querendo mais me enredar por labirintos intricados da doutrina, a trindade nos faz refletir sobre nossa necessidade de meditarmos que há uma unidade a ser vivida, uma liberdade a ser alcançada, a fusão do amor indivisível que os seguidores de Jesus devem experimentar em sua escalada em direção a liberdade consciente, ou seja, a concreção de toda plenitude idealizada por Deus para podemos vivenciar hoje a mesma unidade da trindade, juntamente com nossos irmãos de caminhada na peregrinação rumo ao céu.</p>
<p>Se vamos então lembrar a trindade, devemos nos esforçar para refletir a unidade que gera tolerância com os diferentes, a compreensão com os que pensam e agem de forma divergente do modo que vemos a vida e a fé, e refletir a encarnação existencial do Evangelho multifacetado onde se acolhem todas as interpretações e doutrinas engendradas pelos homens, nos apropriando de uma vez por todas da graça multiforme de Jesus que acolhe e inclui, como na dança da liberdade executada pela Santíssima Trindade por toda a eternidade, mas que também se imiscui nas cenas terrestres e é compartilhada com quem ama a liberdade em toda a sua intensidade.</p>
<p>Manoeldc</p>
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		<title>Viver junto ou morrer sozinho</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 20:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem me conhece pessoalmente ou através das redes sociais desse mundo virtual sabe que essa semana acabou o melhor seriado que a televisão já produziu, na minha opinião e quão freqüentemente eu falei e falei sobre isso. Como tudo que produz um certo hype, é normal que muitos estejam de saco cheio desse tema, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me conhece pessoalmente ou através das redes sociais desse mundo virtual sabe que essa semana acabou o melhor seriado que a televisão já produziu, na minha opinião e quão freqüentemente eu falei e falei sobre isso. Como tudo que produz um certo hype, é normal que muitos estejam de saco cheio desse tema, até porque os fãs de LOST são meio chatos (sim, confesso). Não quero aqui comentar somente o último episódio ou trazer uma teoria ou explicação. Quero falar sobre o que mais prendeu a maioria dos telespectadores, que foram aqueles personagens que nos cativaram e nos fizeram refletir tantas vezes.</p>
<p>Nós, no Abrigo R15 temos visto as coisas cada vez mais sendo direcionadas para a importância de relacionamentos, para a noção de que sozinhos, não vamos longe. Por mais piegas que isso possa soar, é uma realidade. Somos seres sociais.</p>
<p>Gostaria de citar um trecho do que meu irmão, Micael Silva, <a href="http://cinemagnetico.blogspot.com/2010/05/minha-historia-com-lost.html">escreveu no seu blog</a> a respeito da série: <em>&#8220;Por fim, a questão relacional se mostrou a parte mais essencial de toda a trama da série. Cada personagem marcou a vida um do outro e isso terá implicações eternas, será uma marca indelével, que nem a morte poderá extinguir.&#8221; </em>No texto, ele também menciona outro filme que já foi comentado <a href="http://www.abrigor15.com.br/2009/10/a-felicidade-so-e-real-quando-compartilhada/">aqui</a> em nosso site, que é o <em>Na Natureza Selvagem, </em>que traz a célebre frase: &#8220;<em>A felicidade só é real quando compartilhada</em>.&#8221;</p>
<p>Os relacionamentos, maus ou bons, nos &#8220;afiam&#8221;, mexem conosco, nos fazem mudar. Se nos relacionamos, somos impulsionados a se preocupar, a querer cuidar, e com isso vem a auto-negação em favor do bem-estar do outro, o serviço. Muitas das desgraças sociais que vivenciamos todo dia, da destruição da família, da superficialidade dos relacionamentos, do desapego, da banalização dessas relações surgem por causa do egoísmo, do medo de se envolver. Acho que deveríamos juntar alguns pequenos grupos e jogar no meio de uma ilha isolada pra que muitos de nós sejamos forçados a lidar com algumas dessas questões. Precisa chegar a tanto? Não.</p>
<p>É com saudade dos losties, das conversas cheias de teorias, das sessões de LOST projetadas na sala do meu pai que vou parando por aqui, grato por todas as experiencias que a série me proporcionou. Alguns conseguem refletir nessas questões lendo um livro, outros com filmes, outros simplesmente vivendo isso de maneira altruísta, não importa. O que importa são os relacionamentos.</p>
<p>Ah, e esse Hurley super legal da imagem do post foi desenhado pelo brother Bernardo Bulcão. Clica <a href="http://xcaboquinho.wordpress.com/2010/04/30/o-fim-se-aproxima/">aqui</a> pra ver.</p>
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		<title>Sobre mães, mares, e flores.</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 16:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martapnsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Talvez seja algo próprio de mãe&#8230;ou não. Não posso falar por todas as mães do mundo, mas teimo em tentar explicar um pouco do que vejo/sinto na minha (que muito provavelmente se você é do @abrigor15 deve ter levantado uma sobrancelha, franzido a testa e ter dito: nossa! Afinal de contas, minha mãe não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez seja algo próprio de mãe&#8230;ou não. Não posso falar por todas as mães do mundo, mas teimo em tentar explicar um pouco do que vejo/sinto na minha (que muito provavelmente se você é do @abrigor15 deve ter levantado uma sobrancelha, franzido a testa e ter dito: nossa! Afinal de contas, minha mãe não é só minha, certo?)</p>
<p>Mas, o que vim falar aqui não é necessariamente sobre a incrível capacidade materna de agregar cada vez mais filhos ao coração&#8230; na verdade, eu estava ouvindo uma banda chamada Los Hermanos e de repente me deparei com uma frase: <em>É de lágrima que eu faço um mar pra navegar</em>.</p>
<p>Por isso repito, não sei se é próprio de todas as mães, mas se você conhece a minha, com certeza entende onde eu quero chegar&#8230; talvez todas as mães depois de terem filhos aprendam a conviver com a lágrima mais próxima dos olhos. Longe de mim achar que mãe é sinônimo de sofrimento, também acredito que lágrimas são perfeitamente expelidas quando a felicidade já não cabe dentro de si.</p>
<p>É engraçado depois de um tempo perceber o quanto fazemos nossas mães chorarem, mesmo quando não queremos, por exemplo, logo nos primeiros dias que aparecemos nas suas vidas enlouquecemos seus hormônios e as levamos aos choros mais absurdos e aleatórios. Depois vem a primeira vez que somos entregues nos seus braços, as nossas primeiras palavras e passos, quando temos nossa primeira doença complicada, quando cantamos ou declamamos poemas em programações da escola, quando somos acometidos de desilusões amorosas devastadoras e corremos para seus infalíveis colos, até quando casamos e deixamos suas casas um pouco mais vazias&#8230;</p>
<p>As nossas dores parecem se conectar diretamente com o coração de nossa mãe, talvez resquícios do cordão umbilical&#8230; hoje, imaginário, onde a dor parece que dói mais dentro delas, e as vezes seus desejos parecem ser: Deus, deixa que eu sofro essa por ele! – Talvez Maria tenha sentido exatamente isso vendo Jesus em sua saga de dor até a sua morte humilhante, mesmo sabendo que era sua missão, assim como nossas mães sabem que os percalços da vida são totalmente necessários para que cresçamos&#8230;</p>
<p>Então, vão fazendo rios de lágrimas, de alegria ou sofrimento, aonde o barco vai deslizando e singrando até onde podemos ouvi-las dizer: <em>É de mágica que dobro a vida em flor.</em></p>
<p><em> </em>É, não tem nada mais mágico do que a vida de uma mãe, todos os malabarismos que elas fazem por nós, as milhares de profissões que elas exercem para nos atender, as milhões de vezes que oram sozinhas pelas nossas vidas por saberem que maior amor que o que este que carregam dentro do peito&#8230;só o de Deus.</p>
<p>Filhos, nesse rio feito de lágrimas, nessa vida feita de flor, que nossa gratidão nunca seja desconhecida por nossas mães, sejam elas mães biológicas ou não, mães-avós, mães-tias, mães-pais, mais de todos os tipos, por que distantes ou não elas sempre tem: <em>muito mais amor para dar.</em></p>
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		<title>Não espere amanhecer</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 20:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocronico</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sonhei com minha avó essa noite. Sonhei que ela  dormia.
Começaram as complicações na saúde da minha avó depois de uma noite comum. Com um AVC (Acidente Vascular Cerebral) o lado direito do corpo dela ficou paralisado. Dormiu a Maria forte e inquieta, acordou a Maria frágil, minha velha. Depois dessa noite, ela ficou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonhei com minha avó essa noite. Sonhei que ela  dormia.</p>
<p>Começaram as complicações na saúde da minha avó depois de uma noite comum. Com um AVC (Acidente Vascular Cerebral) o lado direito do corpo dela ficou paralisado. Dormiu a Maria forte e inquieta, acordou a Maria frágil, minha velha. Depois dessa noite, ela ficou com medo de dormir.</p>
<p>Ver aquela senhora que criou seis filhos e um neto, foi atropelada por um caminhão com 60 e poucos anos, que teve mais 2 AVC’s depois do primeiro, naquele estado de dependência total, foi muito forte. Minha avó era uma velha com um mau-humor crônico e muito engraçado, de primeira qualidade. Por exemplo, no período em que fez fisioterapia, o rapaz que a ajudava, dizia: Dona Maria, só eu estou movimentando a sua perna com as minhas mãos. É a senhora que tem que mexer. E ela, já com sua voz falha: – Não! É você quem ganha pra isso. A ele só restou concordar.</p>
<p>Minha avó era forte, dramática, chantagista, engraçada, gostava muito de dinheiro, gostava muito de brigar, era chata, implicante, amava e não dizia, era baixinha, falava palavrão e eu ria muito dela por tudo isso.</p>
<p>No dia 23 de Setembro de 2009 ela dormiu e não acordou mais. Minha tia batendo na janela, me acordou dizendo: – Rodrigo, aconteceu.</p>
<p>Pedi calma, me fiz de forte. E fui ajudar a resolver coisas do velório da  minha avó. Como dói isso.</p>
<p>Chorei como nunca na minha vida. E ainda choro. Dói de saudade. Foi eu quem fechou aquela janelinha do féretro. Fui o último a olhar o rosto dela. Rosto de missão cumprida. Rosto de “para de ser leso e não chora”.</p>
<p>Acho uma pena ela não ter me visto entrar na  Faculdade que eu sonhava entrar, ela queria tanto. É uma pena.</p>
<p>Não sei por que escrever sobre isso e compartilhar  aqui. Talvez pra dizer o que todo filho diz quando perde a mãe, ou o pai.</p>
<p>– Dói muito. Dói de saudade. Vá e diga, enquanto puder, o que você tiver pra dizer. Não deixe amanhecer… Minha avó dormiu. Lembra? Na primeira vez, uma parte dela já não era ela. Na segunda, ela já não estava nela. E foi-se.</p>
<p>Feito um passarinho. Ela até lembrava um passarinho, de pequena que era. Não cantava nada, mas lembrava muito. Saudade das suas implicâncias, do medo que ela tinha de que eu me tornasse coisa nenhuma. Sou coisa nenhuma hoje. Desculpa vó!</p>
<p>Desejo, daqui a muitos e muitos bem vividos anos,  dormir e não acordar aqui. Acordar com ela.</p>
<p>Vá e diga. Não espere amanhecer.</p>
<p><em>Perdoem o texto desconexo e pessoalíssimo.<br />
</em></p>
<p>“Dentro  de cada pessoa há um cantinho escondido decorado de saudade…” <em>Marisa  Monte</em></p>
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		<title>A História de Zac Smith</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 21:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deus é soberano e isso é fato. Precisamos aprender a viver como se acreditássemos nisso.
Esse vídeo me impactou. Quis compartilhar com vocês:

A história de Zac Smith from iPródigo on Vimeo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Deus é soberano e isso é fato. Precisamos aprender a viver como se acreditássemos nisso.</p>
<p>Esse vídeo me impactou. Quis compartilhar com vocês:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10597887&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10597887&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/10597887">A história de Zac Smith</a> from <a href="http://vimeo.com/iprodigo">iPródigo</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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