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	<title>Abrigo R15 &#187; consumismo</title>
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		<title>Natal pra quê?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 14:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Resolvemos postar aqui uma &#8220;conversa&#8221; virtual que tivemos sobre o Natal. Um texto colaborativo de 4 pessoas que se complementam (ou não). Leiam e comentem.
Fim de ano, Natal, muitas festas, muita música, muita luz, muitas promoções. É interessante ver tão variadas reações nessa época do ano. Cada vez vejo mais gente dizendo que não gostam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Resolvemos postar aqui uma &#8220;conversa&#8221; virtual que tivemos sobre o Natal. Um texto colaborativo de 4 pessoas que se complementam (ou não). Leiam e comentem.</strong></em></p>
<p>Fim de ano, Natal, muitas festas, muita música, muita luz, muitas promoções. É interessante ver tão variadas reações nessa época do ano. Cada vez vejo mais gente dizendo que não gostam do natal, ou que o acham deprimente.<br />
Eu mesmo confesso que hoje em dia não vejo mais o Natal com a euforia que sentia quando criança. O que mudou? O Natal ou minhas percepções?<br />
Quando olhamos pro que gera todo esse criticismo, será que estão exagerando ou é algo digno de reflexão? O consumismo da época é realmente nocivo? Existe realmente hipocrisia nas festas de família que só se reunem nesse dia do ano? E nas festas do trabalho? Como será que quem não tem condições de dar presentes pra sua família se sente? Será que deveríamos incentivar esse tipo de comportamento?<br />
São muitas questões e sei que isso tudo nada tem a ver com o tão divulgado “real significado do Natal”. Acho muito difícil que alguém que se comunica de alguma forma com outras pessoas nunca tenha ouvido falar que o significado do Natal é o nascimento de Jesus. Se todo mundo já sabe disso, que implicações práticas isso pode trazer? Como trazer relevância a uma data comemorativa tão desgastada?</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Markeetoo</em></strong></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;">Ao meu ver, o Natal, bem como a festa da virada de ano, apenas explicitam e sublinham o estilo de vida ou o status pessoal do indivíduo. É verdade que a data não possui um poder mágico de transformação, de modo que quem é mau caráter, continuará sendo, assim como quem é deprimido, quem é consumista e assim por diante, pois afinal, transformação é processo e não se restringe a uma época do ano específica.<br />
Infelizmente, dois tipos de comportamento ficam em voga na época natalina: hipocrisia e hedonismo. A primeira se reflete em quem ainda vê o Natal como algo positivo, enfatiza o real sentido do Natal, mas não reconhece seus problemas, suas feridas e suas falhas que ali estão, aparecendo de uma forma ou outra, em menor ou maior grau. A segunda, também ocorre o ano inteiro, mas pode ser exarcerbado essa época do ano, pois o convite para celebrar pode ser tomado como uma convite para buscar a satisfação a qualquer custo, tanto faz se por meio do consumismo puro e simples, das festas comportadas ou não, ou até mesmo através da caridade natalina, quando feito com o único intuito de se sentir bem, pelo menos uma vez por ano, por estar realizando uma boa ação.<br />
O Natal, portanto, não mudou. Mas as pessoam mudam, e a data é propícia para a reflexão a respeito de se tais mudanças foram boas ou não, se existem coisas que precisam ainda serem renovadas ou transformadas. É a hora de deixarmos de ser robôs, sendo levados pelo fluxo do sistema, de sermos gratos a Deus pela vitórias, contentes pelas tribulações e encorajados para novas lutas.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Micael Silva</strong></em></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;">Sem entrar no mérito da real data do nascimento de Jesus – e evitando outras polêmicas que a data traz – o Natal chegou. Observamos o mais do mesmo: alto consumo, cidade enfeitada, supermercados lotados, filas infinitas, trânsito caótico… e, nós, retrospectos, tentamos dar um sentido coerente sobre nossa conduta. Pelo pretexto da data, temos a oportunidade refletir sobre nossa vida, sobre o que plantamos e construimos durante o ano. O Natal, ao meu ver, é mais uma oportunidade divina; o convite especial para sairmos da densa escuridão consequente de diários ornamentos atenuantes. Que saiamos da prática da mentira, do amor superficial e passemos a encararar a eternidade de maneira honesta e conscientes do nosso papel como Igreja.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Rafael Siza</em></strong></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;">Permitam-me adicionar a tudo isso acima escrito, o fato de que mesmo os que lembram que Natal é a festa que celebra o nascimento de Jesus, atem-se a aos enfeites, a compra do presépio ideal que represente da melhor forma o momento que Jesus nasceu na estrebaria, com a sagrada família ao centro, os pastores com seus cajados e os imponentes reis magos juntos, oferencendo seus presentes, os animais ao redor, Jesus na majedoura, o coche onde os animais comiam.<br />
Mais o que a maioria não percebeu ainda, é que natal celebra muito mais do que homenagear o Menino-Jesus, mas sua extraordinária encarnação, o Verbo de Deus se materializando em forma de gente, com estatura, peso e densidade tridimensional, exibindo traços judaicos, com nariz adunco e cabelos encaracolados, tremulando frágil, buscando instintivamente o peito de Maria. Isso sim é extraordinário!<br />
Eles também não se deram conta que o menino cresceu, se tormou um moço viril, acostumado a carregar madeira e “malhar” com seu pai na marcenaria.<br />
Mais incrível ainda é que quase ninguém dá ênfase na missão para qual Ele veio cumprir. Jesus veio para ser a oferta de Deus pelo nosso pecado. O justo pelos injustos. Ele como homem precisava ser provado em todas as áreas, e morrer em nosso lugar, para que cada um de nós tivéssemos vida verdadeira, o que Ele chamou de vida abundante que brota do interior e salta para a vida eterna.<br />
Então como o Natal até ja passou, e muitos já estão pensando na festa da vez, o carnaval, façamos Natal a cada dia, permitindo deixar Cristo nascer no nosso coração e viver através de nós, para que sejamos luz do mundo, sal da terra e perfume de Cristo em meio a um mundo mergulhado no pântano pestilento da ambição e do egoísmo.<br />
Se fizermos Natal a cada dia, certamente teremos uma esperança renovada de que esse proximo ano realmente será um feliz ano novo.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>ManoelDC</em></strong></p>
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		<title>Feliz Consumismo!</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 16:42:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você não tem que ser um “Pão-Duro” para passar o Natal de maneira diferente.
Nas semanas que antecedem o Natal, muitos de nós relaxamos. Gastamos tempo com a família, compartilhando anedotas dos natais passados com um sorriso, e refletindo sobre o que essa época do ano significa – amar uns aos outros lembrando da alegria do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Você não tem que ser um “Pão-Duro” para passar o Natal de maneira diferente.</strong></p>
<p>Nas semanas que antecedem o Natal, muitos de nós relaxamos. Gastamos tempo com a família, compartilhando anedotas dos natais passados com um sorriso, e refletindo sobre o que essa época do ano significa – amar uns aos outros lembrando da alegria do nascimento de nosso Salvador.</p>
<p>Bem&#8230; talvez não. Quando dezembro se desenrola, a maioria de nós se encontra espremidos entre nossas convicções sobre mordomia responsável e a cacofonia das mensagens nos atraindo para o consumo indulgente.</p>
<p>Então, quando a conta do cartão de crédito chega em janeiro, nós lamentamos que – como se fosse contra nossa vontade – mais uma vez fomos tragados pela máquina marqueteira das festas de fim de ano e cuspidos pra fora como pedaços de isopor.</p>
<p>E nós nem somos pagãos festivos. Somos cristãos.</p>
<p>Somos pessoas de fé que ouviram o chamado de Deus para dominar a Terra e ser mordomos dos recursos. Mas, com a melhor das intenções, talvez, nós esperamos sinceramente que reviver o antigo drama com nossos presépios de plástico fabricados pela Fisher-Price ou cantar “Parabéns pra você” pra Jesus vá nos sustentar.</p>
<p>Mas quando somos completamente honestos, duvidamos que seja possível. Nós realmente queremos viver diferente esse ano.</p>
<p>A boa notícia é que, diferente de tantos consumidores que estão se esmagando em shoppings lotados e comprando com o click de um mouse nessas férias, os cristãos se engajam na guerra santa contra o consumismo indulgente com recursos mais sustentáveis que força-de-vontade, preocupação chata com o aumento das dívidas ou até a legítima aversão humana a estacionamentos de shoppings. Diante da obsessão por coisas da nossa cultura, os cristãos estão verdadeiramente navegando em um novo caminho.</p>
<h3><strong>Um empurrão poderoso</strong></h3>
<p>Pesquisas estimam que os americanos assistem mais de 200 comerciais por dia. Nossas compras online, perfis de Facebook e até os textos pessoais em nossos emails agora permitem que propagandas balancem iscas especificamente para nosso perfil demográfico. Marqueteiros pagam milhões nisso – obviamente – porque funciona. Como peixes sem cérebro, nós mordemos a isca.</p>
<p>Mas em dezembro, a pressão para consumir se torna mais pessoal ainda. Quando o Natal se aproxima, somos infectados por vozes dentro de nós &#8211; e às vezes da família. Como decidimos diminuir o consumismo dando menos presentes, podemos ouvir uma voz de desaprovação interna. “Não importa se as necessidades e desejos dela foram preenchidos. Você sabe que ela vai lhe dar um presente caro,” a voz acusa. “Você não ousaria não ser recíproco.” Será que por algum acaso você conseguiria resistir a essas mensagens espertas? Você pode até ouvir, “A essência do cristianismo é dar, não é?” Prontamente essa distorcida lógica demoníaca, fundamentada em nenhuma raiz teológica, tem você sacando o cartão–de-crédito da carteira para comprar uma gravata horrível de bijuteria ou uma bonequinha bobblehead da Madre Teresa. Feliz Aniversário, Jesus.</p>
<h3>Podemos fazer melhor.</h3>
<p>Kalle Lasn é o fundador da revista Adbusters. Lasn reconhece a influência crescente da comunidade cristã no que diz respeito à responsabilidade social. Ele observa: “Estou notando que nos últimos 10 anos algo tem sido aberto nas comunidades da fé. Eles estão agora, mais do que nunca em minha memória, se envolvendo em serem mordomos do ambiente físico. Finalmente estão assumindo a responsabilidade.”</p>
<p>Um líder nesse movimento de reivindicar o natal é Aiden Enns. Em 2001, Enns, e mais seis amigos cristãos, lançaram a campanha “Buy Nothing Christmas” (Natal de Não Comprar Nada). O grupo comprou uma propaganda de 1 página inteira em um jornal de uma igreja no Canadá e criou um website, BuyNothingChristmas.org. A campanha traz um convite triplo exortando os cristãos a abraçarem uma temporada que é “rica em significado, menor em impacto na terra, e maior em dar às pessoas menos privilegiadas.”</p>
<p>“Algumas tradições tem sido distorcidas e podem fazer mais mal do que bem – como, por exemplo, comprar demais no natal. Em uma sociedade afluente, materialista, não faz sentido algum encher nossos amados de presentes como um sinal de amor em nome do Príncipe da Paz, Jesus Cristo.</p>
<p>“Natal é tempo de espaços abertos para generosidade como expressão de nossa gratidão e amor&#8230; para celebrar união apesar das diferenças.</p>
<p>Podemos continuar fazendo isso, mesmo que mudemos algumas de nossas tradições.”</p>
<h3>Vivendo diferente</h3>
<p>O escritor e ativista Shane Claiborne compartilha da paixão de Enn em estabelecer novas tradições. “Minha mãe e eu costuramos roupas todo natal,” diz Claiborne. “Me tornei um belo alfaiate com ela. É divertido. É doar vida. De onde vem isso é uma tentativa de criar um terceiro caminho que não é nem cultura nem contra-cultura, sempre reagindo.”</p>
<p>Como Enns, Claiborne encoraja os cristãos a serem mais criativos do que já fomos até agora. Ele explica: “Vamos bolar novas maneiras onde realmente honramos Jesus celebrando seu nascimento. Vamos bolar maneiras em que criamos rituais e tradições em nossas famílias. Vejo pessoas fazendo presentes juntos no natal, gente fazendo coisas como o Projeto Heifer ou outras maneiras em que dão presentes para oferecer dignidade e honra a pessoas que não tem o suficiente.”</p>
<p>Enns oferece alguns conselhos sábios àqueles considerando estabelecer novas maneiras de celebrar o nascimento de Jesus esse ano – particularmente encorajando a moderação. “Comece pequeno e explique o que você está fazendo. Com certeza algumas pessoas vão querer radicalizar e dar apenas coisas feitas em casa, coisas usadas ou doações. Mas geralmente isso pode se tornar excludente – ‘Eu estou justificado, você não.’</p>
<p>“Eu prefiro me manter em conversações com aqueles de quem difiro. E tentar me conter em ser julgador de outros. Ajuda ser menos duro consigo mesmo, e então estender essa graça aos outros.”</p>
<h3>Um natal encarnado</h3>
<p>Uma amiga minha se encontra nesta frente santa de discípulos. No outono passado, Jan me disse que queria passar o natal “diferente.”<br />
“Claro,” eu pensei cinicamente, “Não é o que todos queremos? Já passei por isso.”</p>
<p>Depois das festas, nem me importei em perguntar dela como tinha sido. Isso é vergonhoso. Mas quando a vi novamente, Jan estava radiante. Apesar de que sua casa não tinha tido nenhuma árvore de natal, nenhuma rena de plástico e nenhum pisca-pisca, Jan exclamou, “Foi meu melhor natal de todos os tempos!”</p>
<p>Jan perguntou de sua vizinhança, batendo de porta em porta, simplesmente dizendo: “Olá. Gostaria de saber se existe alguma coisa que eu possa fazer por você? É natal e quero doar de volta algo para a minha comunidade.”</p>
<p>Tipicamente, seus esforços encontraram olhares vazios e recusas educadas. Usando seu tom mais persuasivo, ela tentaria convencê-los a varrer folhas ou limpar as calhas. Não pude evitar de notar que seu serviço encarnado foi muito mais parecido com o primeiro natal do que qualquer das coisas que embalamos com papel vermelho-e-verde hoje.</p>
<p>Então, nesse natal, saiba que ao buscar uma celebração mais rica em significado, menor em impacto e maior em doar às pessoas menos privilegiadas, você honra Aquele a quem celebramos. Que Ele se deleite em nossos presentes santos de obediência.</p>
<div class="author"><a href="http://www.relevantmagazine.com/component/community/relevant/profile">Margot Starbuck</a></div>
<p>Artigo original em inglês extraído do site da <a href="http://www.relevantmagazine.com/god/deeper-walk/features/19414-merry-consumerism">Relevant Magazine.</a></p>
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		<title>Zumbis No Shopping Center</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 18:21:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vagando pelo mundo da net, encontrei algo bem interessante. Não sei quantos conhecem o grupo chamado AdBusters, grupo que escolheu andar na contramão do sistema consumista em que vivemos, sempre apontando os malefícios de se viver como muitos de nós vivemos. Por mais que não assumamos, muitos de nós acreditamos no ditado “você é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vagando pelo mundo da net, encontrei algo bem interessante. Não sei quantos conhecem o grupo chamado <a href="https://www.adbusters.org/">AdBusters</a>, grupo que escolheu andar na contramão do sistema consumista em que vivemos, sempre apontando os malefícios de se viver como muitos de nós vivemos. Por mais que não assumamos, muitos de nós acreditamos no ditado “você é o que você tem.”</p>
<p>O <a href="https://www.adbusters.org/">AdBusters</a> incentiva que pessoas em todo o mundo façam manifestações, protestos, boicotes e etc. Uma iniciativa bem conhecida é o Buy Nothing Day (Dia de Não Comprar Nada), que acontece exatamente na chamada Black Friday, nos EUA, que é a sexta após o dia de ação de graças, data que marca o início da temporada de compras de fim de ano. Nesse dia as lojas fazem super-descontos para atrair clientes de todos os cantos do país.</p>
<p>O Buy Nothing Day é acompanhado de algumas ações como pessoas com cartazes e tesouras em pé na frente de grandes centros de compra incentivando pessoas que querem se livrar do mau-uso de cartões-de-crédito a vir e deixar que seu cartão seja cortado; Festas nas ruas gratuitas, sem fim comercial; Zombie Walks, onde pessoas se vestem de zumbis e ficam andando por esses centros carregando sacolas de compras, ironizando essa prática da compra desenfreada; Protestos sentados, onde as pessoas ficam sentadas numa loja ou estabelecimento, até que sejam expulsos; Whirl-Mart, onde os manifestantes fazem uma longa fila com carrinhos de supermercado vazios e saem sem comprar nada; Wildcat General Strike, que é um compromisso de além de não comprar nada durante 24h, deixar celulares, televisores, carros e outros aparelhos desligados durante todo o dia; além de outros protestos.</p>
<p>Esse tipo de ação não busca atrair pessoas a passar um dia sem comprar nada e no dia seguinte “tirar o atraso”, mas adotar um estilo de vida menos consumista. É fato que nosso mundo está sendo cada vez mais deteriorado e uma grande parcela de culpa é do consumismo. O mundo precisa consumir menos. Todos nós.</p>
<p>É notável que estamos na época “mais consumista” do ano. Festas de fim de ano. Todos “precisam” comprar presentes de natal para todos os membros da família, para o amigo-oculto/secreto do trabalho, da faculdade, do condomínio, da academia, da família da namorada, da igreja e por aí vai. Todos precisamos de roupas novas para a festa de Natal (e se for pra mais de uma festa de natal, precisa de mais de uma roupa para cada uma) e festa de Ano Novo. Época em que muitos irão se endividar ou deixar de gastar com algo produtivo pra poder satisfazer esse compromisso social, afinal de contas, quem não faz isso?</p>
<p>O grupo <a href="https://www.adbusters.org/">AdBusters</a> tem convocado pessoas a se manifestarem durante esse período. Pessoas tem feito a Zombie Walk e o corte de cartões-de-crédito. Outros tem andado com faixas escrito “O Que Jesus Compraria?” Pedras clamando?</p>
<p style="text-align: center;">
<p>A Palavra de Deus nos ensina o caminho da moderação e da eqüidade. Espero que possamos refletir e compreender como deveríamos agir no meio de tudo isso. Enquanto muitos se lambuzam nas riquezas e consumismo exagerado, o sem-teto, o órfão, a viúva, continuam precisando de nós.</p>
<p>Ps: quem acha que essa história do consumismo ser um problema é papo furado, deveria assistir A História Das Coisas. Tá <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=a+hist%C3%B3ria+das+coisas&amp;search_type=&amp;aq=f">aqui um link</a> pra você =]</p>
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		<title>Consuma!</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 20:17:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Consumismo&#8230; assunto meio chato de se falar, pois quem não é pelo menos um pouco consumista? Seja de eletro-eletrônicos, seja de livros, de filmes ou mesmo comida. Você já se perguntou, &#8220;Eu sou consumista?&#8221;
O consumismo, assim como tantas outras coisas, vicia. Também devemos observar que não se limita a classes sociais, tanto ricos quanto pobres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Consumismo&#8230; assunto meio chato de se falar, pois quem não é pelo menos um pouco consumista? Seja de eletro-eletrônicos, seja de livros, de filmes ou mesmo comida. Você já se perguntou, &#8220;Eu sou consumista?&#8221;</p>
<p>O consumismo, assim como tantas outras coisas, vicia. Também devemos observar que não se limita a classes sociais, tanto ricos quanto pobres são consumistas, e quem não tem dinheiro algum, gostaria de ter pra que pudesse comprar mais coisas.</p>
<p>A tecnologia e a propaganda, a mídia em geral, todo dia joga milhares de novos produtos que você &#8220;precisa&#8221; ter. O incrível é que engolimos essa baboseira e muitas vezes sentimos como se dependêssemos de tal produto pra sermos felizes. Muitas vezes estamos submersos em um hedonismo consumidor e precisamos de mais e mais pra satisfazer esse &#8220;vazio&#8221;. Será que só eu acho isso extremamente prejudicial e doentio? Ainda bem que não.</p>
<div id="attachment_300" class="wp-caption aligncenter" style="width: 417px"><a href="http://72.44.90.92/~abrigorc/wp-content/uploads/2009/05/together.jpg"><img class="size-full wp-image-300" title="iheartconsumption" src="http://72.44.90.92/~abrigorc/wp-content/uploads/2009/05/together.jpg" alt="together" width="407" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">iheartconsumption</p></div>
<p style="text-align: left;">Um dia desses me deparei com uma &#8220;campanha publicitária ao contrário&#8221;, ou um <a title="Subvertising" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Subvertising">subvertising</a> (junção da palavra subvert = subverter com advertising = propaganda) elaborada pelo designer <a href="http://www.jonrodriguezdesign.com/">Jon Rodriguez</a>. Ele criou um blog chamado <a href="http://www.iheartconsumption.blogspot.com/">I Heart Consumption</a> (literalmente seria Eu Coração &#8211; brincadeira com a famosa propaganda I♥NY &#8211; Consumismo). No blog ele postou dois zines sobre a campanha e peças para você imprimir e colar pela sua cidade.</p>
<p style="text-align: left;">Nas imagens acima você vê alguns dos posters satirizando essa febre de consumismo que nos atinge. Frases como &#8220;Keep Buying Shit&#8221; (continue comprando merda) e Stay Medicated (Se mantenha medicado) e o toy Munny personalizado com a frase &#8220;Feel The Void&#8221; (preencha o vazio) são chocantes. Acho muito válidas ações como essas, quando alguém enxerga um problema e utiliza a criatividade para impactar.</p>
<p style="text-align: left;">Interessante notar que no toy, vemos vários ícones estampados no boneco e um deles é uma cruz. Seriam os religiosos consumistas? Alguém aí pensou no super-lucrativo mercado gospel?</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Markeetoo</p>
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