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	<title>Abrigo R15 &#187; cristianismo</title>
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		<title>Oração Ativa</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 14:44:15 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Até a maneira que Jesus nos ensina a orar aponta para  o caminho praonde devemos ir – o caminho da liberdade. Jesus nos ensina a orar pra que o Reino venha, não apenas no céu, mas na terra também. E nós devemos orar pelo “pão <em>nosso</em> de cada dia”. Não é pra orar pelo “<em>meu</em> pão de cada dia”, como se pudéssemos separar nosso sustento do sustento de um irmão ou irmã… “nosso” significa “nós”. Não devemos orar pelo nosso bife diário, mas pelo simples nutrir de um pão. Não devemos orar pelo pão de amanhã ou da semana que vem… só o de hoje.</p>
<p>Também devemos orar pra que Deus nos perdoe, como perdoamos os outros. Nossa reconciliação com os outros é diretamente ligada à nossa reconciliação com Deus. Não podemos esperar que Deus nos perdoe se não perdoamos os outros. Na medida que julgamos, também seremos julgados. É bonito, porque a oração de Jesus exige algo de nós assim como nós estamos pedindo algo de Deus. Oração e ação sempre precisam se encontrar.</p>
<p>Meu amigo Jonathan Wilson-Hartgrove e eu, escrevemos um livro chamado <em>Becoming The Answer To Our Prayers</em> (Tornando-se A Resposta Para Nossas Orações). É sobre como, enquanto cristãos, precisamos ser as pessoas que oram e agem. Muito frequentemente usamos a oração como uma desculpa para não agir. Quando encaramos os problemas do nosso mundo, temos perguntado, “Deus, por que Você não faz alguma coisa?” e não percebemos que Deus pode estar dizendo, “Eu fiz algo… eu fiz você.” Quando oramos pra que Deus abençoe alguém, somos desafiados a ver que podemos ser as mãos dessa benção, porque Deus não tem outra mão, a não ser a nossa. Quando oramos, “Venha a nós o Teu Reino, seja feita a Tua vontade,” nós comprometemos toda a nossa vida para o cuidado com os rejeitados ao nosso redor – os abortados e os não-documentados. Se nós, cristãos, estamos orando o modelo de Jesus, não podemos parar de orar e agir até vermos a restauração de tudo que está quebrado em nossas vidas, e nas nossas ruas… sistemas políticos quebrados e famílias quebradas, ecossistemas poluídos e vidas despedaçadas.</p>
<p>Quando orarmos pelos famintos, vamos lembrar de alimentá-los. Quando orarmos sobre aborto, vamos acolher mães solteiras e adotar crianças abandonadas. Quando agradecermos pela criação, vamos plantar um jardim e comprar frutas e verduras de agricultores locais. Quando lembrarmos do pobre, vamos reinventar nosso dinheiro em programas de micro-empréstimos. Quando orarmos por paz, vamos transformar nossas espadas em enxadas e transformar orçamentos militares em programas de estímulo social. Quando orarmos por um fim ao crime, vamos visitar aqueles que estão nas prisões. Quando orarmos por almas perdidas, vamos ser graciosos às almas que tem nos feito mal. (Pense nisso na próxima vez que algum louco cortar seu carro numa rodovia!)</p>
<p>Começar a agir em nossas orações de maneira séria é lembrar o motivo pelo qual oramos – porque qualquer coisa digna de ser feita está além das nossas forças para serem feitas sozinhas. Clamamos a Deus porque sabemos que precisamos de ajuda. Mas Deus escolhe trabalhar em e através de nós. Temos um Deus que não quer mudar o mundo sem nós.</p>
<p>Shane Claiborne</p>
<h6><em><span style="color: #888888;">texto extraído do livro &#8220;Follow Me To Freedom&#8221; de Shane Claiborne e John M. Perkins</span></em></h6>
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		<title>Igreja-Poder</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 14:09:34 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou abordar um tema incômodo mas incontornável: como pode a instituição-Igreja, como a descrevi num artigo anterior, com características autoritárias, absolutistas e excludentes se perpetuar na história? A ideologia dominante responde: “só porque é divina”. Na verdade, este exercício de poder não tem nada de divino. Era o que Jesus exatamente não queria. Ele queria a hierodulia (sagrado serviço) e não a hierarquia (sagrado poder). Mas esta se impôs através dos tempos.</p>
<p>Instituições autoritárias possuem uma mesma lógica de autoreprodução. Não é diferente com a Igreja-instituição. Em primeiro lugar, ela se julga a única verdadeira e tira o título de “igreja” a todas as demais. Em seguida cria-se um rigoroso enquadramento: um pensamento único, uma única dogmática, um único catecismo, um único direito canônico, uma única forma de liturgia. Não se tolera a crítica nem a criatividade, vistas como negação ou denunciadas como criadoras de uma Igreja paralela ou de um outro magistério.</p>
<p>Em segundo lugar, se usa a violência simbólica do controle, da repressão e da punição, não raro à custa dos direitos humanos. Facilmente o questionador é marginalizado, nega-se-lhe o direito de pregar, de escrever e de atuar na comunidade. O então Card. Joseph Ratzinger, Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, em seu mandato, puniu mais de cem teólogos. Nesta mesma lógica, pecados e crimes dos sacerdotes pedófilos ou outros delitos, como os financeiros, são mantidos ocultos para não prejudicar o bom nome da Igreja, sem o menor sentido de justiça para com as vítimas inocentes.</p>
<p>Em terceiro lugar, mitificam-se e quase idolatram-se as autoridades eclesiásticas principalmente o Papa que é o “doce Cristo na Terra”. Penso eu lá com meus botões: que doce Cristo representava o Papa Sérgio (904), assassino de seus dois predecessores ou o Papa João XII (955), eleito com a idade de 20 anos, adúltero e morto pelo marido traido ou, pior, o Papa Bento IX (1033), eleito com 15 anos de idade, um dos mais criminosos e indignos da história do papado, chegando a vender a dignidade papal por 1000 liras de prata?</p>
<p>Em quarto lugar, canonizam-se figuras cujas virtudes se enquandram no sistema, como a obediência cega, a contínua exaltação das autoridades e o “sentir com a Igreja (hierarquia)”, bem no estilo fascista segundo o qual “o chefe (o ducce, o Führer) sempre tem razão”.</p>
<p>Em quinto lugar, há pessoas e cristãos com natureza autoritária, que acima de tudo apreciam a ordem, a lei e o princípio de autoridade em detrimento da lógica complexa da vida que tem surpresas e exige tolerância e adaptações. Estes secundam esse tipo de Igreja bem como regimes políticos autoritários e ditatoriais. Aliás, há uma estreita afinidade entre os regimes ditatoriais e a Igreja-poder como se viu com os ditadores Franco, Salazar, Mussolini, Pinochet e outros. Padres conservadores são facilmente feitos bispos e bispos fidelissimos a Roma são promovidos, fomentando a subserviência. Esse bloco histórico-social-religioso se cristalizou e garantiu a continuidade a este tipo de Igreja.</p>
<p>Em sexto lugar, a Igreja-poder sabe do valor dos ritos e símbolos pois reforçam identidades conservadoras, pouco zelando por seus conteúdos, contanto que sejam mantidos inalteráveis e estritamente observados.  Em razão desta rigidez dogmática e canônica, a Igreja-instiuição não é vivida como lar espiritual. Muitos emigram. Dizem sim ao cristianismo e não à Igreja-poder com a qual não se identificam. Dão-se conta das distorções feitas à herança de Jesus que pregou a liberdade e exaltou o amor incondicional.</p>
<p>Não obstante estas patologias, possuimos figuras como o Papa João XXIII, Dom Helder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Luiz Flávio Cappio e outros que não reproduzem o estilo autoritário, nem apresentam-se como autoridades eclesiásticas mas como pastores no meio do Povo de Deus. Apesar destas contradições, há um mérito que importa reconhecer: esse tipo autoritário de Igreja nunca deixou de nos legar os evangelhos, mesmo negando-os na prática, e assim permitindo-nos o acesso à mensagem revolucionária do Nazareno. Ela prega a libertação mas geralmente são outros que libertam.</p>
<p><strong>Leonardo Boff é autor de <em>Igreja: carisma e poder</em>, Record 2009</strong></p>
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		<title>Isso É Vida!</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 20:18:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) Me tornei amigo de um garoto que tem uma história fantástica. Ele foi pro programa &#8220;The Price Is Right&#8221; e acabou ganhando um carro. Então ele levou a sorte grande na grande roda e conseguiu entrar no &#8220;Showcase Showdown.&#8221;
Agora, você não vai acreditar nisso, mas em um lance raro de brilhantismo, ele foi perfeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;(&#8230;) Me tornei amigo de um garoto que tem uma história fantástica. Ele foi pro programa &#8220;The Price Is Right&#8221; e acabou ganhando um carro. Então ele levou a sorte grande na grande roda e conseguiu entrar no &#8220;Showcase Showdown.&#8221;</em></p>
<p><em>Agora, você não vai acreditar nisso, mas em um lance raro de brilhantismo, ele foi perfeito e acabou ganhando absolutamente tudo no &#8220;Showcase Showdown&#8221;. Então no fim ele tinha ganhado dois carros e todo tipo de prêmios totalizando cerca de U$60.000. Mas então ele leu sua Bíblia e orou (as vezes, algo perigoso de se fazer). Ele sentiu o Espírito o movendo a fazer algo diferente, algo louco, algo que faria Deus sorrir. Então ele transformou todos os prêmios em dinheiro e voou para Uganda, e gastou tempo em orfanatos por toda Uganda, se livrando de todo o dinheiro secretamente. E eis uma coisa incrível&#8230; quando você fala com esse garoto, ele está VIVO. Como nunca antes. </em></p>
<p><em>Não é nem como se ele tivesse feito algo heróico ou nobre. Ele simplesmente fez algo que fazia sentido à luz do Evangelho. E, não apenas isso levou vida àqueles meninos morrendo de pobreza em Uganda, mas isso também trouxe vida a esse menino que deu tudo. Quero dizer, sério, você iria preferir ter 2 carros e um monte de coisas ganhados de um programa de TV que eventualmente iriam quebrar ou enferrujar ou ser vendidos no eBay; ou a lembrança preciosa daqueles rostos e sorrisos, e a sensação profunda de que você fez algo de significado eterno por outro ser-humano? Isso é vida. (&#8230;)&#8221;</em></p>
<p>Esse trecho do livro <a href="http://www.amazon.com/Follow-Me-Freedom-Leading-Ordinary/dp/0830751203/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1276028228&amp;sr=8-1">Follow Me To Freedom</a> do Shane Claiborne e John Perkins foi um tapa na minha cara. Sempre queremos mais e mais enquanto tem gente passando fome. Lemos e relemos o Evangelho, mas se isso não gera ações práticas nesse sentido, tudo é vão.</p>
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		<title>Feliz Consumismo!</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 16:42:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Você não tem que ser um “Pão-Duro” para passar o Natal de maneira diferente.
Nas semanas que antecedem o Natal, muitos de nós relaxamos. Gastamos tempo com a família, compartilhando anedotas dos natais passados com um sorriso, e refletindo sobre o que essa época do ano significa – amar uns aos outros lembrando da alegria do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Você não tem que ser um “Pão-Duro” para passar o Natal de maneira diferente.</strong></p>
<p>Nas semanas que antecedem o Natal, muitos de nós relaxamos. Gastamos tempo com a família, compartilhando anedotas dos natais passados com um sorriso, e refletindo sobre o que essa época do ano significa – amar uns aos outros lembrando da alegria do nascimento de nosso Salvador.</p>
<p>Bem&#8230; talvez não. Quando dezembro se desenrola, a maioria de nós se encontra espremidos entre nossas convicções sobre mordomia responsável e a cacofonia das mensagens nos atraindo para o consumo indulgente.</p>
<p>Então, quando a conta do cartão de crédito chega em janeiro, nós lamentamos que – como se fosse contra nossa vontade – mais uma vez fomos tragados pela máquina marqueteira das festas de fim de ano e cuspidos pra fora como pedaços de isopor.</p>
<p>E nós nem somos pagãos festivos. Somos cristãos.</p>
<p>Somos pessoas de fé que ouviram o chamado de Deus para dominar a Terra e ser mordomos dos recursos. Mas, com a melhor das intenções, talvez, nós esperamos sinceramente que reviver o antigo drama com nossos presépios de plástico fabricados pela Fisher-Price ou cantar “Parabéns pra você” pra Jesus vá nos sustentar.</p>
<p>Mas quando somos completamente honestos, duvidamos que seja possível. Nós realmente queremos viver diferente esse ano.</p>
<p>A boa notícia é que, diferente de tantos consumidores que estão se esmagando em shoppings lotados e comprando com o click de um mouse nessas férias, os cristãos se engajam na guerra santa contra o consumismo indulgente com recursos mais sustentáveis que força-de-vontade, preocupação chata com o aumento das dívidas ou até a legítima aversão humana a estacionamentos de shoppings. Diante da obsessão por coisas da nossa cultura, os cristãos estão verdadeiramente navegando em um novo caminho.</p>
<h3><strong>Um empurrão poderoso</strong></h3>
<p>Pesquisas estimam que os americanos assistem mais de 200 comerciais por dia. Nossas compras online, perfis de Facebook e até os textos pessoais em nossos emails agora permitem que propagandas balancem iscas especificamente para nosso perfil demográfico. Marqueteiros pagam milhões nisso – obviamente – porque funciona. Como peixes sem cérebro, nós mordemos a isca.</p>
<p>Mas em dezembro, a pressão para consumir se torna mais pessoal ainda. Quando o Natal se aproxima, somos infectados por vozes dentro de nós &#8211; e às vezes da família. Como decidimos diminuir o consumismo dando menos presentes, podemos ouvir uma voz de desaprovação interna. “Não importa se as necessidades e desejos dela foram preenchidos. Você sabe que ela vai lhe dar um presente caro,” a voz acusa. “Você não ousaria não ser recíproco.” Será que por algum acaso você conseguiria resistir a essas mensagens espertas? Você pode até ouvir, “A essência do cristianismo é dar, não é?” Prontamente essa distorcida lógica demoníaca, fundamentada em nenhuma raiz teológica, tem você sacando o cartão–de-crédito da carteira para comprar uma gravata horrível de bijuteria ou uma bonequinha bobblehead da Madre Teresa. Feliz Aniversário, Jesus.</p>
<h3>Podemos fazer melhor.</h3>
<p>Kalle Lasn é o fundador da revista Adbusters. Lasn reconhece a influência crescente da comunidade cristã no que diz respeito à responsabilidade social. Ele observa: “Estou notando que nos últimos 10 anos algo tem sido aberto nas comunidades da fé. Eles estão agora, mais do que nunca em minha memória, se envolvendo em serem mordomos do ambiente físico. Finalmente estão assumindo a responsabilidade.”</p>
<p>Um líder nesse movimento de reivindicar o natal é Aiden Enns. Em 2001, Enns, e mais seis amigos cristãos, lançaram a campanha “Buy Nothing Christmas” (Natal de Não Comprar Nada). O grupo comprou uma propaganda de 1 página inteira em um jornal de uma igreja no Canadá e criou um website, BuyNothingChristmas.org. A campanha traz um convite triplo exortando os cristãos a abraçarem uma temporada que é “rica em significado, menor em impacto na terra, e maior em dar às pessoas menos privilegiadas.”</p>
<p>“Algumas tradições tem sido distorcidas e podem fazer mais mal do que bem – como, por exemplo, comprar demais no natal. Em uma sociedade afluente, materialista, não faz sentido algum encher nossos amados de presentes como um sinal de amor em nome do Príncipe da Paz, Jesus Cristo.</p>
<p>“Natal é tempo de espaços abertos para generosidade como expressão de nossa gratidão e amor&#8230; para celebrar união apesar das diferenças.</p>
<p>Podemos continuar fazendo isso, mesmo que mudemos algumas de nossas tradições.”</p>
<h3>Vivendo diferente</h3>
<p>O escritor e ativista Shane Claiborne compartilha da paixão de Enn em estabelecer novas tradições. “Minha mãe e eu costuramos roupas todo natal,” diz Claiborne. “Me tornei um belo alfaiate com ela. É divertido. É doar vida. De onde vem isso é uma tentativa de criar um terceiro caminho que não é nem cultura nem contra-cultura, sempre reagindo.”</p>
<p>Como Enns, Claiborne encoraja os cristãos a serem mais criativos do que já fomos até agora. Ele explica: “Vamos bolar novas maneiras onde realmente honramos Jesus celebrando seu nascimento. Vamos bolar maneiras em que criamos rituais e tradições em nossas famílias. Vejo pessoas fazendo presentes juntos no natal, gente fazendo coisas como o Projeto Heifer ou outras maneiras em que dão presentes para oferecer dignidade e honra a pessoas que não tem o suficiente.”</p>
<p>Enns oferece alguns conselhos sábios àqueles considerando estabelecer novas maneiras de celebrar o nascimento de Jesus esse ano – particularmente encorajando a moderação. “Comece pequeno e explique o que você está fazendo. Com certeza algumas pessoas vão querer radicalizar e dar apenas coisas feitas em casa, coisas usadas ou doações. Mas geralmente isso pode se tornar excludente – ‘Eu estou justificado, você não.’</p>
<p>“Eu prefiro me manter em conversações com aqueles de quem difiro. E tentar me conter em ser julgador de outros. Ajuda ser menos duro consigo mesmo, e então estender essa graça aos outros.”</p>
<h3>Um natal encarnado</h3>
<p>Uma amiga minha se encontra nesta frente santa de discípulos. No outono passado, Jan me disse que queria passar o natal “diferente.”<br />
“Claro,” eu pensei cinicamente, “Não é o que todos queremos? Já passei por isso.”</p>
<p>Depois das festas, nem me importei em perguntar dela como tinha sido. Isso é vergonhoso. Mas quando a vi novamente, Jan estava radiante. Apesar de que sua casa não tinha tido nenhuma árvore de natal, nenhuma rena de plástico e nenhum pisca-pisca, Jan exclamou, “Foi meu melhor natal de todos os tempos!”</p>
<p>Jan perguntou de sua vizinhança, batendo de porta em porta, simplesmente dizendo: “Olá. Gostaria de saber se existe alguma coisa que eu possa fazer por você? É natal e quero doar de volta algo para a minha comunidade.”</p>
<p>Tipicamente, seus esforços encontraram olhares vazios e recusas educadas. Usando seu tom mais persuasivo, ela tentaria convencê-los a varrer folhas ou limpar as calhas. Não pude evitar de notar que seu serviço encarnado foi muito mais parecido com o primeiro natal do que qualquer das coisas que embalamos com papel vermelho-e-verde hoje.</p>
<p>Então, nesse natal, saiba que ao buscar uma celebração mais rica em significado, menor em impacto e maior em doar às pessoas menos privilegiadas, você honra Aquele a quem celebramos. Que Ele se deleite em nossos presentes santos de obediência.</p>
<div class="author"><a href="http://www.relevantmagazine.com/component/community/relevant/profile">Margot Starbuck</a></div>
<p>Artigo original em inglês extraído do site da <a href="http://www.relevantmagazine.com/god/deeper-walk/features/19414-merry-consumerism">Relevant Magazine.</a></p>
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		<title>E Se O Que Jesus Falou Foi Pra Valer?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 15:01:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Já falamos do Shane Claiborne algumas vezes aqui no site do Abrigo R15 e quem já ouviu falar dele sabe o quanto seus conceitos &#8220;radicais&#8221; pode causar certo incômodo em algumas pessoas.Ele faz parte de uma comunidade/ministério chamado The Simple Way (O Caminho Simples). O site Esquire pediu a ele que deixasse uma mensagem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Já falamos do Shane Claiborne algumas vezes aqui no site do Abrigo R15 e quem já ouviu falar dele sabe o quanto seus conceitos &#8220;radicais&#8221; pode causar certo incômodo em algumas pessoas.Ele faz parte de uma comunidade/ministério chamado The Simple Way (O Caminho Simples). O site <a href="http://www.esquire.com/features/best-and-brightest-2009/shane-claiborne-1209">Esquire</a> pediu a ele que deixasse uma mensagem para os &#8220;não-crentes&#8221;:</em></p>
<p><strong>A todos os meus amigos não-crentes, meio-crentes e ex-crentes: Acho que devo começar com uma confissão. Sinto muito o fato de que tantas vezes o maior obstáculo até Deus tem sido os cristãos. Cristãos que temos tido muito o que falar com nossas bocas e tão pouco pra mostrar com nossas vidas. Sinto muito que tão freqüentemente temos esquecido o Cristo do nosso cristianismo.</strong></p>
<p><strong>Perdoe-nos. Perdoe-nos das coisas vergonhosas que temos feito em nome de Deus.</strong></p>
<p><strong>Outra noite estava indo para o centro da Philadelphia passear com alguns amigos de fora da cidade. Andamos até o Penn’s Landing ao longo do rio, onde existem artistas de rua e músicos. Passamos por um grande mágico que fez alguns truques bem legais como derramar moedas do seu iPhone, e também tinha ali um pregador. Ele não era tão cativante quanto o mágico. Ele estava de pé em uma caixa, gritando em um microfone, e atrás dele tinha um caixão com um defunto falso. Ele falava de como todos vamos morrer e ir pro inferno se não conhecermos Jesus.</strong></p>
<p><strong>Alguns zombaram. Alguns mandaram ele calar a boca. Um casal de adolescentes tentou roubar o defunto do caixão. Tudo que eu podia fazer era pensar comigo mesmo, “Quero pular em uma caixa do lado dele e gritar a plenos pulmões, “Deus não é um monstro.” Talvez da próxima vez eu faça isso.</strong></p>
<p><strong>Quanto mais eu tenho lido a Bíblia e estudado a vida de Jesus, mais tenho sido convencido que o cristianismo se espalha melhor não através da força, mas do fascínio. Mas no decorrer das últimas décadas nosso cristianismo, pelo menos aqui nos Estados Unidos, tem se tornado cada vez menos fascinante. Temos dado aos ateus cada vez menos para desacreditar. E o tipo de cristianismo que muitos de nós tem visto na TV e ouvido no rádio parece cada vez menos com Jesus.</strong></p>
<p><strong>Certa vez Gandhi foi questionado se ele era um cristão, e ele disse, basicamente, “Com certeza eu amo a Jesus, mas os cristãos parecem tão diferentes de seu Cristo.” Um estudo recente mostrou que as três maiores percepções sobre os cristãos nos EUA entre jovens não-cristãos são 1) anti-gays, 2) julgadores, e 3) hipócritas. Então o que temos aqui é uma crise de imagem, e muito dessa reputação é bem merecida. Isso é feio. E é o motivo porque eu comecei dizendo que sentia muito.</strong></p>
<p><strong>Agora a boa notícia:<br />
Eu quero convidá-lo a considerar que talvez os televangelistas e pregadores de rua estejam errados – e que Deus realmente é amor. Talvez os frutos do Espírito realmente sejam bonitos, como a paz, paciência, bondade, alegria, amor, e não as coisas feias que tem vindo caracterizar a religião, ou política, nesse caso. (Se tem algo que aprendi com os liberais e conservadores, é que você pode ter ótimas respostas e ainda assim ser mal&#8230; e que ser gentil é tão importante quanto estar certo.)</strong></p>
<p><strong>A Bíblia que eu leio diz que Deus não enviou Jesus para condenar o mundo, mas para salvá-lo&#8230; Foi porque “Deus amou o mundo de tal maneira.” Esse é o Deus que eu conheço, e espero que outros conheçam. Não escolhi devotar minha vida a Jesus porque estava com medo da morte e do inferno ou porque eu queria coroas no céu&#8230; mas porque ele é bom. Para aqueles entre vocês que estão numa jornada espiritual sincera, espero que vocês não rejeitem a Cristo por causa dos cristãos. Nós sempre fomos um grupo bagunçado, e de alguma forma Deus tem sobrevivido às coisas vergonhosas que temos feito no nome dele. No centro do nosso “Evangelho” está a mensagem que Jesus veio “não para o saudável&#8230; mas para o doente.” E se você escolher Jesus, que não seja simplesmente por medo do inferno ou esperança de mansões no céu.</strong></p>
<p><strong>Não me entenda errado, eu acredito na vida após a morte, mas geralmente tudo que a igreja tem feito é prometer ao mundo que existe vida após a morte e usa isso como um ticket para ignorar o inferno ao nosso redor. Estou convencido de que o Evangelho Cristão tem tanto a ver com essa vida quanto com a próxima, e que a mensagem do Evangelho não é apenas sobre subir quando morrermos mas sobre trazer o Reino de Deus pra cá. Foi Jesus quem nos ensinou a orar que a vontade de Deus seja feita “assim na terra como nos céus.” Na terra.</strong></p>
<p><strong>Uma das histórias mais escandalosas de Jesus é a história do bom samaritano. Por mais sentimental que nós tenhamos deixado, a história original fala de um homem que é espancado em deixado no lado da estrada. Um sacerdote passa por ele. Um levita, o cara mais religioso, passa pelo outro lado da estrada (talvez atrasado para uma reunião na igreja). Então vem o samaritano&#8230; você pode até imaginar uma risadinha de deboche entre a platéia de judeus. Judeus não falavam com samaritanos, ou mesmo andavam pela Samaria. Mas o samaritano para e toma conta do cara na sarjeta e é levantado como o herói da história. Tenho certeza que alguns dos ouvintes ficaram perturbados. De acordo com a elite religiosa, os samaritanos não guardavam as regras corretas, e não tinham a sã doutrina&#8230; mas Jesus mostra que a fé verdadeira deve funcionar de uma forma em que é Boa Nova ao mais machucado e quebrado deitado na sarjeta.</strong></p>
<p><strong>É tão simples, mas o devoto esquece essa lição constantemente. Deus deve de fato ser evidente em um sacerdote, mas é tão provável quanto Deus estar agindo através de um samaritano ou uma prostituta. De fato, as Escrituras são cheias de Deus usando pessoas como uma prostituta chamada Raabe, um rei adúltero chamado Davi&#8230; em certo ponto Deus até fala com um cara chamado Balaão através de uma mula. Alguns dizem que Deus falou com Balaão através de sua mula e que ele tem falado através de mulas até hoje. Então se Deus escolhe usar-nos, devemos ficar gratos mas não ficar cheios de si. E quando encontrarmos alguém e pensarmos que Deus nunca usaria essa pessoa, devemos pensar novamente.</strong></p>
<p><strong>Afinal, Jesus diz à elite religiosa que olhava com desprezo para todos: “Os coletores de impostos e as prostitutas estão entrando no Reino antes de vocês.” E nós ainda ficamos pensando porque o mataram?</strong></p>
<p><strong>Tenho um amigo no Reino Unido que fala da “teologia suja” – que temos um Deus que sempre usa a sujeira pra levar vida e cura e redenção, um Deus que aparece das maneiras mais improváveis e escandalosas. Afinal, toda a história começa com Deus juntando um pouco de pó e soprando vida. Em certo momento, Jesus pega um pouco de barro, cospe nele e esfrega nos olhos de um cego para curá-lo. (Os sacerdotes e produtores de óleo ungido não ficaram muito felizes nesse dia.)</strong></p>
<p><strong>De fato, toda a história de Jesus é sobre um Deus que não quis apenas ficar “lá” mas que se muda para a vizinhança, uma vizinhança de quem falavam, “Nada de bom sai dali.” É esse Jesus que foi acusado de ser um glutão e um bêbado e um demagogo por andar com os rejeitados pela sociedade, e que morreu na cruz imperial que Roma reservava aos bandidos e messias falidos. É por isso que a cruz foi um triunfo sobre tudo de feio que fazemos a nós mesmos e aos outros. É a promessa final de que o amor vence.</strong></p>
<p><strong>Foi esse Jesus que nasceu numa manjedoura fedida no meio de um genocídio. Esse é o Deus que é tão provável que encontremos nas ruas quanto em um santuário, que pode redimir revolucionários e coletores de impostos, os oprimidos e os opressores&#8230; um Deus que está salvando alguns de nós dos guetos da pobreza, e alguns de nós dos guetos da riqueza.</strong></p>
<p><strong>Concluindo, para aqueles que fecharam as portas para a religião – Eu fui recentemente questionado por um amigo não-cristão se eu achava que ele ia pro inferno. Eu disse, “Espero que não. Vai ser difícil curtir o céu sem você.” Se nós que acreditamos em Deus não acreditarmos que a Graça de Deus é grande o suficiente para salvar o mundo inteiro&#8230; bem, então deveríamos pelo menos orar pra que ela seja.<br />
Seu irmão,<br />
Shane</strong></p>
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