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	<title>Abrigo R15 &#187; jesus</title>
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		<title>Abrigo R15</title>
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		<title>E o seu nome será&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 15:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martapnsilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Teve uma época quando eu era pré-adolescente que todo mundo resolveu descobrir o significado dos seus nomes eram: Princesas, Abelhas, Estrelas, Graciosas, Aquela que é forte, Parecida com Deus&#8230; e muitos outros, até que encontrei o meu: Senhora. Tive uma decepção na hora, o que esse nome dizia sobre mim? Que eu era uma velha? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Teve uma época quando eu era pré-adolescente que todo mundo resolveu descobrir o significado dos seus nomes eram: Princesas, Abelhas, Estrelas, Graciosas, Aquela que é forte, Parecida com Deus&#8230; e muitos outros, até que encontrei o meu: Senhora. Tive uma decepção na hora, o que esse nome dizia sobre mim? Que eu era uma velha? Que meu futuro me levaria a ser apenas uma&#8230; senhora?<br />
Depois minha mãe conversou comigo e me explicou como os nomes antigamente eram dados depois, vendo a característica mais latente da pessoa, e daí surgiam nomes e até depois mudanças de nome. Diante de todas essas coisas comecei a pensar sobre Jesus, nascendo naquele lugar não muito agradável, porém com um nome tão majestoso, ao contrario da maioria das pessoas da época, ele já tinha o nome designado para ele bem antes dele nascer.<br />
Pra mim uma das analogias mais bonitas das crônicas de Nárnia (C.S.Lewis) é quando as crianças ouvem pela primeira vez o nome de Aslam e cada um sente uma sensação diferente e elas se enchem de esperança: “ Pedro sentiu-se de repente cheio de coragem. Para Susana foi como se um aroma delicioso ou uma linda ária musical pairasse no ar. Lúcia sentiu-se como quem acorda na primeira manhã de férias ou no princípio da primavera.&#8221; (Livro: Leão, Feiticeira e o Quadra-Roupa).<br />
Maravilhoso Conselheiro: aquele que sabe exatamente o que dizer. Deus forte: aquele a quem todo poder lhe foi dado na terra e nos céus. Pai da Eternidade: aquele que não se prende a uma linha do tempo. Príncipe da Paz: aquele que vem para trazer paz para o mundo inteiro. Luz do mundo, Caminho, Verdade, Vida, Libertador, Alfa e Ômega, Autor da Vida, Cordeiro de Deus, Emanuel, Rei dos reis, Senhor dos senhores, Estrela da manhã, Messias, Pão da Vida, Verbo, Salvador&#8230; E você? O que sente quando ouve o nome de Jesus</p>
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		<title>Evangelizar: é e não é&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 05:07:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelizar]]></category>
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		<description><![CDATA[Evangelizar não é impor a verdade. Não queremos forçar ninguém a aceitar nossa fé. Isso é proselitismo. “Não por força, nem violência, mas pelo Espírito do Senhor” (Zc 4.6)
Evangelizar não é fazer propaganda religiosa. A mensagem do Evangelho não é sustentada por frases de efeitos ou por apelos bonitos por fora, mas irreais por dentro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Evangelizar não é impor a verdade. Não queremos forçar ninguém a aceitar nossa fé. Isso é proselitismo. “Não por força, nem violência, mas pelo Espírito do Senhor” (Zc 4.6)</p>
<p>Evangelizar não é fazer propaganda religiosa. A mensagem do Evangelho não é sustentada por frases de efeitos ou por apelos bonitos por fora, mas irreais por dentro. Não se trata de conseguir o maior número possível de adeptos para nossas igrejas.</p>
<p>Evangelizar não é pedir favores. Ninguém deve ouvir o Evangelho “só para nos agradar” ou para manter a amizade conosco. Ninguém deve nada a nós. A responsabilidade diante do Evangelho é de quem ouve.</p>
<p>Evangelizar é ajudar o outro a atravessar a barreira da falta de fé. Como disse o homem a Jesus: “Senhor, ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9.24). Nos damos as mãos e atravessamos juntos em direção à entrega total ao Senhor da vida.</p>
<p>Evangelizar é ser testemunha das boas novas. Assim Jesus nos identificou em Atos 1.8. Testemunhar é compartilhar, a partir da própria experiência com Deus, o que é o Evangelho.</p>
<p>Evangelizar é viver o Evangelho. Deus nos chama, antes de tudo, para viver o Evangelho, na teoria e na prática (Tg 1.22-27), em todas as dimensões da vida. O Evangelho não vivido é uma farsa; bonito por fora, mas oco por dentro. Não traz credibilidade. É descartável. Como disse João, “quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 Jo 5.12).</p>
<p>Texto original <a href="http://solomon1.com/evangelizar-e-e-nao-e/#more-4169" target="_blank">http://solomon1.com/evangelizar-e-e-nao-e/#more-4169.</a></p>
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		<title>Vida Após A Páscoa</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 14:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Ele ressuscitou!
Ressuscitou mesmo.
Então… e agora?
A páscoa é a comemoração mais importante na fé cristã – provavelmente o dia mais importante da história. Naquele domingo, Jesus de Nazaré levantou após ter estado morto – de verdade, totalmente morto – por mais de 36 horas, e saiu da tumba onde estava deitado. Agora, esse não foi o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele ressuscitou!</p>
<p>Ressuscitou mesmo.</p>
<p>Então… e agora?</p>
<p>A páscoa é a comemoração mais importante na fé cristã – provavelmente o dia mais importante da história. Naquele domingo, Jesus de Nazaré levantou após ter estado morto – de verdade, totalmente morto – por mais de 36 horas, e saiu da tumba onde estava deitado. Agora, esse não foi o primeiro registro de ressurreição na Bíblia. Mas foi o primeiro desse tipo por dois motives. Primeiro, quando Jesus ressurgiu, foi pra sempre. Ele não ressuscitou para a mesma vida, esperando a morte novamente. Ele ressuscitou vencendo a morte, ressuscitou para a vida eternal; Ele andou um pouco sobre a Terra e então subiu para encontrar seu Pai nos cues. Todas as ressurreições anteriores eram a volta para uma vida terrena, de volta ao corpo perecível. Jesus ressurgiu para se tornar o primeiro de nós a ter um corpo incorruptível celestial. Segundo, ninguém ressuscitou Jesus; Ele escolheu voltar à vida. Jesus, falando de Sua vida em João 10:18, diz “Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la”. Ele não tem meramente uma habilidade, mas autoridade. Jesus diz para a morte o que fazer. No domingo de páscoa, Jesus diz à morte para o libertar, e a morte não pode desobedecê-lo. Essa é Sua autoridade.</p>
<p>O que isso significa para nós? Significa que agora nossos pecados foram pregados na cruz, fomos crucificados com Cristo e agora podemos aguardar a vida eternal com Ele nos céus? Bem… claro que sim. Significa exatamente isso.</p>
<p>Mas não pode ser só isso.</p>
<p>Se Jesus veio à Terra apenas pra morrer pelos nossos pecados e para ressuscitar e derrotar a morte, Ele não precisava ter falado uma palavra sequer; Ele nunca teria que chamar nenhum discípulo; Nunca precisaria operar nenhum milagre. Nenhuma das ações de Sua vida teve nenhum impacto na Sua morte e ressurreição. Não podemos, como o infeliz Credo Apostólico, apagar a vida de Cristo ao lembrar apenas que “Nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto, e sepultado” e por aí vai. Devemos perguntar a nós mesmos, e aos outros, o que aconteceu entre o nascimento e o sofrimento? E o que isso significa pra nós?</p>
<p>A vida de Jesus foi uma vida de resistência ao mundo civilizado, religioso. A vida de Jesus demonstrou um modo de vida completamente alternativo chamado “o Reino dos Céus” no qual o pobre, o oprimido, o esquecido, o negligenciado, a viúva, o órfão, as crianças, a prostituta, o doente, o aleijado, o cego, e os mortos eram tratados como reis, e os reis eram tratados como párias. O pobre pescador é realeza nesse Reino e o rico entra assim como um camelo passa pelo furo de uma agulha. Esse Reino nos diz de maneira curiosa a “dar a César o que é de César”, simultaneamente rejeitando o sistema financeiro imperial e nos lembrando que “do Senhor é a Terra e tudo que nela há” – o que sobre pra César mesmo? Esse Reino reivindica aqueles que estavam possessos por demônios, que estiveram cegos desde a nascença, que foram cuspidos e pisoteados pelos mais devotos líderes religiosos, e os restaura para uma vida abundante. Esse Reino prega o arrependimento e o perdão de pecados, não por obras ou por seguir regras, mas pela graça do Rei. Jesus encorporou e inaugurou o Reino; Ele pregou esse Reino; Ele trouxe seus discípulos para levar adiante esse Reino.</p>
<p>O que você acha que o reino existente (o império romano, incluindo os doutores da lei subservientes e cidadãos da Judéia) achou desse Reino alternativo? Eles consideraram ele uma ameaça. Eles o consideraram uma afronta ao seu “Rei”, seu “Salvador”, o homem que eles chamavam de “filho de Deus”. E eles estavam certos! O Reino de Jesus se levanta orgulhosamente e corajosamente na direção oposta aos reinos desse mundo. E o que acontece quando reinos se levantam uns contra os outros?</p>
<p>Guerra.</p>
<p>E então o reino terreno de Roma declarou guerra ao Reino dos Céus, procurando assassinar seu líder, assim debandando o movimento e dissipando a ameaça. Eles tiveram “sucesso”; graças à traição de Judas Iscariotes, Roma (incluindo, lembre-se, os mais altos sacerdotes e líderes religiosos judeus!) conseguiu acumular apoio popular suficiente para crucificar Jesus. Não se engane; sim, Jesus, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas foi uma execução política. A Estrada para a cruz foi a vida que Jesus viveu. De outra forma, a cruz não faz sentido. Se Ele tivesse vivido uma vida “de Deus” quieta por 33 anos e então um dia se pregasse numa árvore pelos nossos pecados, isso provavelmente serviria. Por que Ele não fez isso? Por que Ele se fez o inimigo, a antítese do mundo?</p>
<p>Porque essa é a vida pra qual Jesus nos chama. Jesus nos chama pra longe dos impérios e reinos e leis e regras e tradições do mundo, e para viver o Caminho do Reino dos Céus. Ele chama cada um de nós para uma vida que vai nos tornar inimigos do mundo, que vai gerar perseguição e, em alguns casos, execução. Aceitar a cruz como “perdão dos nossos pecados” e então continuar vivendo quietamente nossa vida mundana zomba Jesus Cristo. A cruz é um convite – “Venha morrer comigo e entre no meu Reino.”</p>
<p>Agora, voltando à páscoa. Jesus foi executado como inimigo do reino desse mundo. Eles fizeram tudo ao seu alcance para eliminar completamente a ameaça do Seu Reino; eles mataram o líder.</p>
<p>Mas tudo ao seu alcance não era suficiente para pará-Lo.</p>
<p>Jesus permitiu que O matassem. E então Ele tomou Sua vida de volta.</p>
<p>Com esse ato final, Jesus deu um cheque-mate no império. Não há nada mais no seu arsenal. Ele vence. A guerra acaba.</p>
<p>Depois da vitória, Jesus diz aos seus seguidores mais próximos que “Toda autoridade me foi dada nos céus e na terra.” O poder é dEle; o mundo não tem poder sobre Ele.</p>
<p>Então, baseado nesse fato, Ele diz “Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando no nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei.” “Tudo que vos ordenei” são todos os caminhos do Reino dos Céus, a vida que serve o outro primeiro, que cura o doente, que ajuda o negligenciado, que fala de esperança aos desesperançosos. São todas as maneiras de viver que vão enfurecer o reino terreno no qual você vive. É um convite à vida que vai levar à cruz, à prisão, guilhotina, execução. É o convite à vida que pode fazer com que você seja despedido, abandonado pela esposa, rejeitado pelos amigos, isolado da sua família. Jesus nos avisou de tudo isso.</p>
<p>O que é a páscoa? Páscoa é Jesus, nosso Rei, nos mostrando que não temos nada a temer nessa vida. Jesus nos chama para vir e morrer, mas promete que vamos viver, e então nos dá uma demonstração. Jesus nos mostra a autoridade que Ele tem sobre a morte, sobre o império, sobre o mundo. Jesus vence.</p>
<p>Temos uma ressurreição para aguardar… mas só se seguirmos o caminho do Reino, o caminho que leva à nossa própria cruz. “Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos.” Mas se “aceitamos” a cruz como nosso perdão e esperança pela ressurreição, passamos batido; nós não entramos no Reino. Se nós não deixamos pra trás esse mundo para seguir nosso Rei até a morte, pra quê precisamos de esperança da ressurreição? “Mas ai de vocês, os ricos, pois já receberam sua consolação. Ai de vocês, que agora têm fartura, porque passarão fome. Ai de vocês, que agora riem, pois haverão de se lamentar e chorar.”</p>
<p>A ressurreição é a promessa de vida eternal para aqueles que vão renunciar suas vidas agora. Venha morrer com Jesus, e então viva de verdade com Ele.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Matt Matheson</em></p>
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		<title>Procura-se: Bate Papo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 21:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martapnsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu gosto muito de conversar. Minha família me acostumou a sentar ao redor da mesa na hora do almoço e falar sobre tudo, a receber gente na hora do café da tarde e deixar a conversa rolar até virar jantar&#8230; aprendi a não subestimar o valor de uma boa conversa. Falamos o que sentimos, enfatizamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto muito de conversar. Minha família me acostumou a sentar ao redor da mesa na hora do almoço e falar sobre tudo, a receber gente na hora do café da tarde e deixar a conversa rolar até virar jantar&#8230; aprendi a não subestimar o valor de uma boa conversa. Falamos o que sentimos, enfatizamos o que acreditamos, discutimos o que não concordamos, rimos de episódios passados, choramos quando dói&#8230; E o gostoso é sentir que dentro desse ambiente nós estamos seguros, estamos em casa, enfim, podemos ser nós mesmos.</p>
<p>Ontem (13/09) recebemos na nossa casa um pastor americano, rompemos as barreiras lingüísticas e conversamos por algumas horas e percebemos como nossas inquietações tem sido tão parecidas. Uma dor que muitas vezes nos leva a solidão tem na verdade sido sentida em vários outros lugares do mundo. Aquela certeza de que igreja é bem mais do que instituição, de que Evangelho é bem mais do que algumas letras escritas num papel, e que nós podemos sim descansar porque Deus realmente é capaz de controlar as coisas.</p>
<p>Assistindo aquele momento único no pátio da minha casa, comecei a pensar sobre como Jesus era bom de conversa. Ele reuniu um grupo de homens aparentemente incapazes de fazer qualquer coisa e conversou com cada um deles. Vemos vários tipos de conversas, ora perguntas profundas, ora declarações bombásticas, ora historinhas com tanto conteúdo, entre outras, o que eu gosto de ver é como Jesus dá espaço para os discípulos falarem, questionarem, argumentarem&#8230; um verdadeiro diálogo onde ambas as partes são compreendidas.</p>
<p>Depois de ensinar os discípulos que através de conversas sinceras, onde coisas profundas podem ser ditas, Jesus os chama para fazer o mesmo, fazer novos discípulos pelo mundo. E mais tarde vemos uma grande família onde cada um ouve e conhece a necessidade do outro e nada falta entre eles, onde a mensagem de Jesus realmente é viva,e envolvente, porque quando a conversa é boa queremos que outras pessoas venham participar também, que se sintam a vontade.</p>
<p>Nós estamos famintos por conversas reais, nos entregamos a bate papos online, procuramos comentar tudo que vemos no twitter, caçamos novos comentários sobre o que dissemos; nós temos milhões de modos de nos expressar com alguns cliques, e no final do dia não estamos satisfeitos, queremos uma conversa onde nos sintamos livres para sermos quem realmente somos&#8230;</p>
<p>Conversas boas comendo peixe na praia, conversas tensas falando sobre Sua missão na terra, conversas deliciosas sobre o futuro na presença de Deus, conversas necessárias sobre as dificuldades no porvir. Conversas despretensiosas sobre o cotidiano, conversas francas sobre dificuldades&#8230; Quanta coisa boa pode surgir de uma boa conversa! Quanto tempo faz que você não pára e senta para conversar?</p>
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		<title>Domingo da Trindade</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 19:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel do Carmo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo passado foi celebrado o Domingo da trindade. Mas pergunto-me se existe espaço para lembrar-se do mistério da trindade nos dias corridos de hoje. Porque vivenciamos um tempo em que se reverencia o vazio, onde se valoriza as conversas fúteis, onde as pessoas são maníacas por velocidade e evitam a leitura e a reflexão, tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo passado foi celebrado o Domingo da trindade. Mas pergunto-me se existe espaço para lembrar-se do mistério da trindade nos dias corridos de hoje. Porque vivenciamos um tempo em que se reverencia o vazio, onde se valoriza as conversas fúteis, onde as pessoas são maníacas por velocidade e evitam a leitura e a reflexão, tempo de trânsito louco, de imagens voláteis, de compulsão pras compras e do culto ao lazer. Será que alguém vai deter-se num tema como este? Mas vamos lá&#8230;</p>
<p>Trindade é mistério, e se é mistério, não pode ser compreendido em toda a sua complexidade. São águas inavegáveis, onde a mente humana jamais penetrou e a perspicácia da inteligência não alcança. É a ponta do iceberg que esconde um bloco gigantesco de segredos obscuros inexplicáveis.</p>
<p>Trindade é verdade da fé. E só pode ser percebida pela virtude de se crer. A trindade está esboçada nas Escrituras e lá, podemos ver os lampejos de sua existência, quando vemos Jesus, o Filho, conversando com Deus Pai clamando que eles (os seguidores de Jesus) sejam um, “como eu e tu somos um, para que o mundo creia (Jo 17,21). Dentre vários exemplos, vemos no Batismo de Jesus, aparecendo no cenário da história, o Filho, nas margens do Jordão, O Espírito Santo descendo em forma de pomba, e a voz de Deus Pai retumbando do céu, dizendo que Jesus é o Filho de seu prazer. Mistério. Por que nem de longe cultuamos a um Deus esfacelado, esquizofrênico, ou damos motivo pros mulçumanos asseverarem que somos idólatras por cultuarmos três deuses ou entidades distintas que afrontam diretamente a unicidade de Deus. Não, mas vemos sim, a ação de três pessoas que compõem um só Deus em Sua tri-unidade.</p>
<p>Mas a trindade aponta para um tema mais prático, que tange a vida cotidiana, a liberdade como ideal proposto na própria Trindade.<br />
Jürgen Moltmann disse sobre o assunto: “A doutrina da Trindade é a doutrina teológica da liberdade; Deus deseja constantemente a liberdade de sua criação” (Trindade e Reino de Deus, Vozes).</p>
<p>Não querendo mais me enredar por labirintos intricados da doutrina, a trindade nos faz refletir sobre nossa necessidade de meditarmos que há uma unidade a ser vivida, uma liberdade a ser alcançada, a fusão do amor indivisível que os seguidores de Jesus devem experimentar em sua escalada em direção a liberdade consciente, ou seja, a concreção de toda plenitude idealizada por Deus para podemos vivenciar hoje a mesma unidade da trindade, juntamente com nossos irmãos de caminhada na peregrinação rumo ao céu.</p>
<p>Se vamos então lembrar a trindade, devemos nos esforçar para refletir a unidade que gera tolerância com os diferentes, a compreensão com os que pensam e agem de forma divergente do modo que vemos a vida e a fé, e refletir a encarnação existencial do Evangelho multifacetado onde se acolhem todas as interpretações e doutrinas engendradas pelos homens, nos apropriando de uma vez por todas da graça multiforme de Jesus que acolhe e inclui, como na dança da liberdade executada pela Santíssima Trindade por toda a eternidade, mas que também se imiscui nas cenas terrestres e é compartilhada com quem ama a liberdade em toda a sua intensidade.</p>
<p>Manoeldc</p>
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		<title>Sobre mães, mares, e flores.</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 16:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martapnsilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez seja algo próprio de mãe&#8230;ou não. Não posso falar por todas as mães do mundo, mas teimo em tentar explicar um pouco do que vejo/sinto na minha (que muito provavelmente se você é do @abrigor15 deve ter levantado uma sobrancelha, franzido a testa e ter dito: nossa! Afinal de contas, minha mãe não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez seja algo próprio de mãe&#8230;ou não. Não posso falar por todas as mães do mundo, mas teimo em tentar explicar um pouco do que vejo/sinto na minha (que muito provavelmente se você é do @abrigor15 deve ter levantado uma sobrancelha, franzido a testa e ter dito: nossa! Afinal de contas, minha mãe não é só minha, certo?)</p>
<p>Mas, o que vim falar aqui não é necessariamente sobre a incrível capacidade materna de agregar cada vez mais filhos ao coração&#8230; na verdade, eu estava ouvindo uma banda chamada Los Hermanos e de repente me deparei com uma frase: <em>É de lágrima que eu faço um mar pra navegar</em>.</p>
<p>Por isso repito, não sei se é próprio de todas as mães, mas se você conhece a minha, com certeza entende onde eu quero chegar&#8230; talvez todas as mães depois de terem filhos aprendam a conviver com a lágrima mais próxima dos olhos. Longe de mim achar que mãe é sinônimo de sofrimento, também acredito que lágrimas são perfeitamente expelidas quando a felicidade já não cabe dentro de si.</p>
<p>É engraçado depois de um tempo perceber o quanto fazemos nossas mães chorarem, mesmo quando não queremos, por exemplo, logo nos primeiros dias que aparecemos nas suas vidas enlouquecemos seus hormônios e as levamos aos choros mais absurdos e aleatórios. Depois vem a primeira vez que somos entregues nos seus braços, as nossas primeiras palavras e passos, quando temos nossa primeira doença complicada, quando cantamos ou declamamos poemas em programações da escola, quando somos acometidos de desilusões amorosas devastadoras e corremos para seus infalíveis colos, até quando casamos e deixamos suas casas um pouco mais vazias&#8230;</p>
<p>As nossas dores parecem se conectar diretamente com o coração de nossa mãe, talvez resquícios do cordão umbilical&#8230; hoje, imaginário, onde a dor parece que dói mais dentro delas, e as vezes seus desejos parecem ser: Deus, deixa que eu sofro essa por ele! – Talvez Maria tenha sentido exatamente isso vendo Jesus em sua saga de dor até a sua morte humilhante, mesmo sabendo que era sua missão, assim como nossas mães sabem que os percalços da vida são totalmente necessários para que cresçamos&#8230;</p>
<p>Então, vão fazendo rios de lágrimas, de alegria ou sofrimento, aonde o barco vai deslizando e singrando até onde podemos ouvi-las dizer: <em>É de mágica que dobro a vida em flor.</em></p>
<p><em> </em>É, não tem nada mais mágico do que a vida de uma mãe, todos os malabarismos que elas fazem por nós, as milhares de profissões que elas exercem para nos atender, as milhões de vezes que oram sozinhas pelas nossas vidas por saberem que maior amor que o que este que carregam dentro do peito&#8230;só o de Deus.</p>
<p>Filhos, nesse rio feito de lágrimas, nessa vida feita de flor, que nossa gratidão nunca seja desconhecida por nossas mães, sejam elas mães biológicas ou não, mães-avós, mães-tias, mães-pais, mais de todos os tipos, por que distantes ou não elas sempre tem: <em>muito mais amor para dar.</em></p>
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		<title>Jesus Abstrato</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 15:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[abstrato]]></category>
		<category><![CDATA[intelectual]]></category>
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		<category><![CDATA[revolução]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando você está distante, desencarnado, e abstrato
Você é bem mais fácil. Quando Sua mensagem é um
museu frio em vez de uma Palavra viva, Você é
bem mais fácil. Quando Você é uma lembrança
fraca em vez de uma realidade que respira,
eu posso manter uma distância confortável
de Você.
Eu quero confinar Você a uma conversa
intelectual e a uma apresentação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando você está distante, desencarnado, e abstrato<br />
Você é bem mais fácil. Quando Sua mensagem é um<br />
museu frio em vez de uma Palavra viva, Você é<br />
bem mais fácil. Quando Você é uma lembrança<br />
fraca em vez de uma realidade que respira,<br />
eu posso manter uma distância confortável<br />
de Você.</p>
<p>Eu quero confinar Você a uma conversa<br />
intelectual e a uma apresentação dominical.<br />
Eu quero limitar Você a defender heresias<br />
em vez  de seguí-lo como Rei Ressurreto.<br />
Jesus, por favor permita eu te deixar na minha<br />
estante de livros como uma abstração teológica<br />
e um guru espiritual.</p>
<p>Por mais que eu queira que Você mantenha<br />
uma distância segura, sei que Você não vai<br />
ficar lá. Existe algo místico e tocante em<br />
relação a Você. Você é indomável.<br />
Você é imprevisível. Você é infreável.<br />
Nem a morte pode Lhe segurar.</p>
<p>Você é revolucionário demais pra acariciar meu<br />
ego religioso. Você é selvagem demais pra fazer das minhas caixas convencionais a Sua casa.<br />
Algo me diz que Você não se contenta em continuar sendo uma idéia na minha vida. Algo me diz que ou Você será meu mestre ou irá simplesmente desistir.</p>
<p>Na minha imaginação, reavive as narrativas do Evangelho como registros pulsantes da vida cheia do Teu Espírito.</p>
<p>No meu discurso, injete histórias de amor, cuidado, apreço e compaixão.</p>
<p>Nos meus relacionamentos, se torne a Luz que me leva da escuridão até o amanhecer vibrante e promissor de um dia fresco.</p>
<p>Enquanto Te encontro em oração e louvor, me transforme.</p>
<p>Você andou. Você falou. Você viajou. Você bateu seu dedão do pé. Você ensinou. Você comeu. Você bebeu. Você riu. Você dançou. Você chorou. Você orou. Você se sujou. Você navegou. Você preparou café-da-manhã. Você partiu o pão.</p>
<p>Se torne real pra mim, Jesus. Se arraste pra fora da minha estante de livros, e entre no meu coração.</p>
<p><a href="http://www.jesusmanifesto.com/2010/03/abstract-jesus/www.broderickgreer.wordpress.com">Broderick Greer</a></p>
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		<title>NATAL &#8211; Encarnação Vivencial</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 12:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[encarnação]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[O mais apurado entendimento humano sobre encarnação ainda deixa a maior manifestação da história da salvação como uma imagem turva, distorcida e enevoada.
Assevero isso, sem nenhuma pretensão a não ser do sentimento de plena reverência diante de um mistério inalcançável pela mente humana, o desiderato do DEUS Todo-Poderoso, criador do universo, O Incorpóreo, O Invisível, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mais apurado entendimento humano sobre encarnação ainda deixa a maior manifestação da história da salvação como uma imagem turva, distorcida e enevoada.</p>
<p>Assevero isso, sem nenhuma pretensão a não ser do sentimento de plena reverência diante de um mistério inalcançável pela mente humana, o desiderato do DEUS Todo-Poderoso, criador do universo, O Incorpóreo, O Invisível, O Incontido, decidir viver nessa terra e ser encerrado em um corpo humano, estigmatizado a morrer desde que nasceu, e a ser confinado em um mundo hermeticamente fechado por paredes de sombras e medos, e a respirar o ar viciado que o pecado impregnou em nosso poluído mundo de homens perdidos.</p>
<p>Jesus foi engendrado no útero de Maria, milagre do Espírito Santo, macrogameta feminino sem microgameta masculino, feto formado, massa uniforme, o incontido preso na matéria deteriorada, um ser tremulante no vácuo, flutuando na escuridão do líquido amniótico dentro de Maria, anexado à placenta e dependendo exclusivamente dela, e impulsionado em direção à luz terrena após completar os noves meses de gestação, Maria sentindo dores, as contrações cada vez mais próximas, até que a bolsa rompeu e Jesus foi expelido em direção ao mundo, sendo tomado pelas mãos calejadas de José, que envolveu a criança encharcada de sangue e plasma, em panos de linho rústico.</p>
<p>Desliga a placenta, corta o cordão umbilical, depois dá uma palmada nas nádegas de Deus-menino para liberar o pulmão recolhido, o garoto executando um choro esganiçado que quebrou o silêncio da madrugada fria nas imediações da Belém adormecida.</p>
<p>Jesus cresceu. Aprendeu a balbuciar as primeiras palavras, caiu muito até dar seu primeiro passinho firme. Teve sarampo, papeira, resfriado, e dor de barriga. Sentiu fome, frio e cansaço, tristeza e saudades intensas.</p>
<p>Ouvia os ensinamentos dos pais, ia à sinagoga, aprendeu a decorar a Torah, e galgou todos os níveis do ensino rabínico com desenvoltura admirável. Sua prova final foi diante dos doutores da lei, aos doze anos de idade, no templo de Jerusalém, deixando os sábios fariseus embasbacados diante de tanta sabedoria.</p>
<p>Paulo define a encarnação do Verbo como o termo esvaziar: &#8230;A Si mesmo se esvaziou&#8230; e isso é como um balão inflado que vai murchando até ficar vazio.</p>
<p>Natal é a mais pura compreensão da encarnação de Deus. É Deus invadindo a história, entrando no portal do tempo e do espaço, levando chicotadas que deixou tiras de pele dependuradas de suas costas, carregando o peso da haste horizontal de uma cruz cheias de farpas agudas, e a dor indizível quando o pregaram na  haste vertical  e o penduraram entre o céu e a terra, até o derradeiro momento quando emitiu um brado gutural e  gorgolejante, entregando o espírito.</p>
<p>O autor aos hebreus declara que depois que efetuou o sacrifício eterno por nossos pecados, veio a tornar-se Sumo sacerdote que é capaz de se condoer de nossas fraquezas. A missão para Sua igreja é similar, consolai uns aos outros, sejam compassivos, e cheios de solidariedade com a fraqueza e desgraça dos outros.</p>
<p>Isso é Natal. É a encarnação do Verbo de Deus gerando em nós o desafio da encarnação dos atos e dos gestos, do amor vivencial, mostrando a mesma compaixão, a solidariedade e serviço sacrificial que Jesus teve, agora, em pleno século XXI, sendo meros instrumentos que estendam as mãos aos rejeitados pela sociedade, aos aprisionados pelas garras da impiedade, criando oportunidades que diminuirão a dor e a fome dos que não terão nada no Natal, nem comida farta, nem presentes interessantes, nem dignidade, nem vergonha própria e que não restará mais nada, a não ser regar a mesa do Natal com o choro retido de quem não teve nenhuma chance na vida e nenhuma conquista na corrida por um lugar ao sol nesse triste e egoísta mundo dos homens de concorrência desleal e discriminatória.</p>
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		<title>E Se O Que Jesus Falou Foi Pra Valer?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 15:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[shane claiborne]]></category>

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		<description><![CDATA[Já falamos do Shane Claiborne algumas vezes aqui no site do Abrigo R15 e quem já ouviu falar dele sabe o quanto seus conceitos &#8220;radicais&#8221; pode causar certo incômodo em algumas pessoas.Ele faz parte de uma comunidade/ministério chamado The Simple Way (O Caminho Simples). O site Esquire pediu a ele que deixasse uma mensagem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Já falamos do Shane Claiborne algumas vezes aqui no site do Abrigo R15 e quem já ouviu falar dele sabe o quanto seus conceitos &#8220;radicais&#8221; pode causar certo incômodo em algumas pessoas.Ele faz parte de uma comunidade/ministério chamado The Simple Way (O Caminho Simples). O site <a href="http://www.esquire.com/features/best-and-brightest-2009/shane-claiborne-1209">Esquire</a> pediu a ele que deixasse uma mensagem para os &#8220;não-crentes&#8221;:</em></p>
<p><strong>A todos os meus amigos não-crentes, meio-crentes e ex-crentes: Acho que devo começar com uma confissão. Sinto muito o fato de que tantas vezes o maior obstáculo até Deus tem sido os cristãos. Cristãos que temos tido muito o que falar com nossas bocas e tão pouco pra mostrar com nossas vidas. Sinto muito que tão freqüentemente temos esquecido o Cristo do nosso cristianismo.</strong></p>
<p><strong>Perdoe-nos. Perdoe-nos das coisas vergonhosas que temos feito em nome de Deus.</strong></p>
<p><strong>Outra noite estava indo para o centro da Philadelphia passear com alguns amigos de fora da cidade. Andamos até o Penn’s Landing ao longo do rio, onde existem artistas de rua e músicos. Passamos por um grande mágico que fez alguns truques bem legais como derramar moedas do seu iPhone, e também tinha ali um pregador. Ele não era tão cativante quanto o mágico. Ele estava de pé em uma caixa, gritando em um microfone, e atrás dele tinha um caixão com um defunto falso. Ele falava de como todos vamos morrer e ir pro inferno se não conhecermos Jesus.</strong></p>
<p><strong>Alguns zombaram. Alguns mandaram ele calar a boca. Um casal de adolescentes tentou roubar o defunto do caixão. Tudo que eu podia fazer era pensar comigo mesmo, “Quero pular em uma caixa do lado dele e gritar a plenos pulmões, “Deus não é um monstro.” Talvez da próxima vez eu faça isso.</strong></p>
<p><strong>Quanto mais eu tenho lido a Bíblia e estudado a vida de Jesus, mais tenho sido convencido que o cristianismo se espalha melhor não através da força, mas do fascínio. Mas no decorrer das últimas décadas nosso cristianismo, pelo menos aqui nos Estados Unidos, tem se tornado cada vez menos fascinante. Temos dado aos ateus cada vez menos para desacreditar. E o tipo de cristianismo que muitos de nós tem visto na TV e ouvido no rádio parece cada vez menos com Jesus.</strong></p>
<p><strong>Certa vez Gandhi foi questionado se ele era um cristão, e ele disse, basicamente, “Com certeza eu amo a Jesus, mas os cristãos parecem tão diferentes de seu Cristo.” Um estudo recente mostrou que as três maiores percepções sobre os cristãos nos EUA entre jovens não-cristãos são 1) anti-gays, 2) julgadores, e 3) hipócritas. Então o que temos aqui é uma crise de imagem, e muito dessa reputação é bem merecida. Isso é feio. E é o motivo porque eu comecei dizendo que sentia muito.</strong></p>
<p><strong>Agora a boa notícia:<br />
Eu quero convidá-lo a considerar que talvez os televangelistas e pregadores de rua estejam errados – e que Deus realmente é amor. Talvez os frutos do Espírito realmente sejam bonitos, como a paz, paciência, bondade, alegria, amor, e não as coisas feias que tem vindo caracterizar a religião, ou política, nesse caso. (Se tem algo que aprendi com os liberais e conservadores, é que você pode ter ótimas respostas e ainda assim ser mal&#8230; e que ser gentil é tão importante quanto estar certo.)</strong></p>
<p><strong>A Bíblia que eu leio diz que Deus não enviou Jesus para condenar o mundo, mas para salvá-lo&#8230; Foi porque “Deus amou o mundo de tal maneira.” Esse é o Deus que eu conheço, e espero que outros conheçam. Não escolhi devotar minha vida a Jesus porque estava com medo da morte e do inferno ou porque eu queria coroas no céu&#8230; mas porque ele é bom. Para aqueles entre vocês que estão numa jornada espiritual sincera, espero que vocês não rejeitem a Cristo por causa dos cristãos. Nós sempre fomos um grupo bagunçado, e de alguma forma Deus tem sobrevivido às coisas vergonhosas que temos feito no nome dele. No centro do nosso “Evangelho” está a mensagem que Jesus veio “não para o saudável&#8230; mas para o doente.” E se você escolher Jesus, que não seja simplesmente por medo do inferno ou esperança de mansões no céu.</strong></p>
<p><strong>Não me entenda errado, eu acredito na vida após a morte, mas geralmente tudo que a igreja tem feito é prometer ao mundo que existe vida após a morte e usa isso como um ticket para ignorar o inferno ao nosso redor. Estou convencido de que o Evangelho Cristão tem tanto a ver com essa vida quanto com a próxima, e que a mensagem do Evangelho não é apenas sobre subir quando morrermos mas sobre trazer o Reino de Deus pra cá. Foi Jesus quem nos ensinou a orar que a vontade de Deus seja feita “assim na terra como nos céus.” Na terra.</strong></p>
<p><strong>Uma das histórias mais escandalosas de Jesus é a história do bom samaritano. Por mais sentimental que nós tenhamos deixado, a história original fala de um homem que é espancado em deixado no lado da estrada. Um sacerdote passa por ele. Um levita, o cara mais religioso, passa pelo outro lado da estrada (talvez atrasado para uma reunião na igreja). Então vem o samaritano&#8230; você pode até imaginar uma risadinha de deboche entre a platéia de judeus. Judeus não falavam com samaritanos, ou mesmo andavam pela Samaria. Mas o samaritano para e toma conta do cara na sarjeta e é levantado como o herói da história. Tenho certeza que alguns dos ouvintes ficaram perturbados. De acordo com a elite religiosa, os samaritanos não guardavam as regras corretas, e não tinham a sã doutrina&#8230; mas Jesus mostra que a fé verdadeira deve funcionar de uma forma em que é Boa Nova ao mais machucado e quebrado deitado na sarjeta.</strong></p>
<p><strong>É tão simples, mas o devoto esquece essa lição constantemente. Deus deve de fato ser evidente em um sacerdote, mas é tão provável quanto Deus estar agindo através de um samaritano ou uma prostituta. De fato, as Escrituras são cheias de Deus usando pessoas como uma prostituta chamada Raabe, um rei adúltero chamado Davi&#8230; em certo ponto Deus até fala com um cara chamado Balaão através de uma mula. Alguns dizem que Deus falou com Balaão através de sua mula e que ele tem falado através de mulas até hoje. Então se Deus escolhe usar-nos, devemos ficar gratos mas não ficar cheios de si. E quando encontrarmos alguém e pensarmos que Deus nunca usaria essa pessoa, devemos pensar novamente.</strong></p>
<p><strong>Afinal, Jesus diz à elite religiosa que olhava com desprezo para todos: “Os coletores de impostos e as prostitutas estão entrando no Reino antes de vocês.” E nós ainda ficamos pensando porque o mataram?</strong></p>
<p><strong>Tenho um amigo no Reino Unido que fala da “teologia suja” – que temos um Deus que sempre usa a sujeira pra levar vida e cura e redenção, um Deus que aparece das maneiras mais improváveis e escandalosas. Afinal, toda a história começa com Deus juntando um pouco de pó e soprando vida. Em certo momento, Jesus pega um pouco de barro, cospe nele e esfrega nos olhos de um cego para curá-lo. (Os sacerdotes e produtores de óleo ungido não ficaram muito felizes nesse dia.)</strong></p>
<p><strong>De fato, toda a história de Jesus é sobre um Deus que não quis apenas ficar “lá” mas que se muda para a vizinhança, uma vizinhança de quem falavam, “Nada de bom sai dali.” É esse Jesus que foi acusado de ser um glutão e um bêbado e um demagogo por andar com os rejeitados pela sociedade, e que morreu na cruz imperial que Roma reservava aos bandidos e messias falidos. É por isso que a cruz foi um triunfo sobre tudo de feio que fazemos a nós mesmos e aos outros. É a promessa final de que o amor vence.</strong></p>
<p><strong>Foi esse Jesus que nasceu numa manjedoura fedida no meio de um genocídio. Esse é o Deus que é tão provável que encontremos nas ruas quanto em um santuário, que pode redimir revolucionários e coletores de impostos, os oprimidos e os opressores&#8230; um Deus que está salvando alguns de nós dos guetos da pobreza, e alguns de nós dos guetos da riqueza.</strong></p>
<p><strong>Concluindo, para aqueles que fecharam as portas para a religião – Eu fui recentemente questionado por um amigo não-cristão se eu achava que ele ia pro inferno. Eu disse, “Espero que não. Vai ser difícil curtir o céu sem você.” Se nós que acreditamos em Deus não acreditarmos que a Graça de Deus é grande o suficiente para salvar o mundo inteiro&#8230; bem, então deveríamos pelo menos orar pra que ela seja.<br />
Seu irmão,<br />
Shane</strong></p>
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		<title>Jesus Nunca Foi Gospel</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 10:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rótulos são bem necessários em produtos. O problema é quando diluimos a mensagem mais poderosa de todos os tempos, a colocamos em um recipiente pobre e a vendemos como um produto. Temos ensinado e motivado nossos cristãos a desligar o filtro e consumir sem reservas qualquer coisa que apresente o rótulo “gospel”. Isso é bom? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rótulos são bem necessários em produtos. O problema é quando diluimos a mensagem mais poderosa de todos os tempos, a colocamos em um recipiente pobre e a vendemos como um produto. Temos ensinado e motivado nossos cristãos a desligar o filtro e consumir sem reservas qualquer coisa que apresente o rótulo “gospel”. Isso é bom? É ruim?</p>
<p>Esse site foi criado pra trazer algumas opiniões acerca desse assunto e incentivar que pensemos sobre esse mercado que movimenta tanto dinheiro no nosso país. Leia, comente, divulgue.</p>
<p>Para acessar o site, basta clicar <a href="http://www.jesusnuncafoigospel.com">aqui.</a></p>
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