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	<title>Abrigo R15 &#187; reflexão</title>
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		<title>Abrigo R15 &#187; reflexão</title>
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		<title>Viver junto ou morrer sozinho</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 20:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem me conhece pessoalmente ou através das redes sociais desse mundo virtual sabe que essa semana acabou o melhor seriado que a televisão já produziu, na minha opinião e quão freqüentemente eu falei e falei sobre isso. Como tudo que produz um certo hype, é normal que muitos estejam de saco cheio desse tema, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me conhece pessoalmente ou através das redes sociais desse mundo virtual sabe que essa semana acabou o melhor seriado que a televisão já produziu, na minha opinião e quão freqüentemente eu falei e falei sobre isso. Como tudo que produz um certo hype, é normal que muitos estejam de saco cheio desse tema, até porque os fãs de LOST são meio chatos (sim, confesso). Não quero aqui comentar somente o último episódio ou trazer uma teoria ou explicação. Quero falar sobre o que mais prendeu a maioria dos telespectadores, que foram aqueles personagens que nos cativaram e nos fizeram refletir tantas vezes.</p>
<p>Nós, no Abrigo R15 temos visto as coisas cada vez mais sendo direcionadas para a importância de relacionamentos, para a noção de que sozinhos, não vamos longe. Por mais piegas que isso possa soar, é uma realidade. Somos seres sociais.</p>
<p>Gostaria de citar um trecho do que meu irmão, Micael Silva, <a href="http://cinemagnetico.blogspot.com/2010/05/minha-historia-com-lost.html">escreveu no seu blog</a> a respeito da série: <em>&#8220;Por fim, a questão relacional se mostrou a parte mais essencial de toda a trama da série. Cada personagem marcou a vida um do outro e isso terá implicações eternas, será uma marca indelével, que nem a morte poderá extinguir.&#8221; </em>No texto, ele também menciona outro filme que já foi comentado <a href="http://www.abrigor15.com.br/2009/10/a-felicidade-so-e-real-quando-compartilhada/">aqui</a> em nosso site, que é o <em>Na Natureza Selvagem, </em>que traz a célebre frase: &#8220;<em>A felicidade só é real quando compartilhada</em>.&#8221;</p>
<p>Os relacionamentos, maus ou bons, nos &#8220;afiam&#8221;, mexem conosco, nos fazem mudar. Se nos relacionamos, somos impulsionados a se preocupar, a querer cuidar, e com isso vem a auto-negação em favor do bem-estar do outro, o serviço. Muitas das desgraças sociais que vivenciamos todo dia, da destruição da família, da superficialidade dos relacionamentos, do desapego, da banalização dessas relações surgem por causa do egoísmo, do medo de se envolver. Acho que deveríamos juntar alguns pequenos grupos e jogar no meio de uma ilha isolada pra que muitos de nós sejamos forçados a lidar com algumas dessas questões. Precisa chegar a tanto? Não.</p>
<p>É com saudade dos losties, das conversas cheias de teorias, das sessões de LOST projetadas na sala do meu pai que vou parando por aqui, grato por todas as experiencias que a série me proporcionou. Alguns conseguem refletir nessas questões lendo um livro, outros com filmes, outros simplesmente vivendo isso de maneira altruísta, não importa. O que importa são os relacionamentos.</p>
<p>Ah, e esse Hurley super legal da imagem do post foi desenhado pelo brother Bernardo Bulcão. Clica <a href="http://xcaboquinho.wordpress.com/2010/04/30/o-fim-se-aproxima/">aqui</a> pra ver.</p>
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		<title>Quarta, de cinzas</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 20:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dia, eu prometo gostar de carnaval. Hoje, não me agrada. Como tantas outras coisas não me agradam. Coisa de gente com alma sem graça. Coisa de gente que adora ser chato. Mas como diria Caetano Veloso, “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu” é preciso, pelo menos, dizer o óbvio, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, eu prometo gostar de carnaval. Hoje, não me agrada. Como tantas outras coisas não me agradam. Coisa de gente com alma sem graça. Coisa de gente que adora ser chato. Mas como diria Caetano Veloso, “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu” é preciso, pelo menos, dizer o óbvio, o Brasil é carnaval.</p>
<div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;">Compramos uma fantasia, usamos máscara, pagamos um bom dinheiro por um bom lugar com pessoas bonitas. Daí, amassos de carnaval, porres de carnaval, brigas de carnaval e todo carnaval que compõe o carnaval. O país da alegria de viver. O povo sofrido tira uma semana, outros mais tempo do que isso, para afogar as mágoas, espantar as tristezas e se entregar ao prazer de viver todas as delícias hoje, agora, já, e com ela – a cerveja gelada, a mulher desejada, a orgia sonhada, a bateria da escola, a velocidade máxima&#8230; E isso, de modo algum, é de se dizer que seja ruim, muito pelo contrário, é a dose máxima do que há de mais prazeroso. Sim, temos o direito de festejar. Não há quem não recorra ao pensamento da recompensa. “Trabalho tanto, eu mereço essa noite!”. Sim, merece sim.</div>
<div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;">Merece essa noite e todas as outras. Tem todo o direito de fazer ser inesquecível o beijo misturado com confetes, a dança mais maluca que os vários litros já bebidos te impeliram a dançar, o soco que levou pelo beijo que roubou da namoradinha do carinha mais marrento do salão. Você tem o aval, faça.</div>
<div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;">Mas, como diria um jovem cantor: “Todo carnaval tem seu fim”. Chega a hora de tirar a fantasia, a máscara. Hora de olhar bem e sem o entorpecer do álcool, a “princesa” que ardeu com você na fogueira da cama nessa noite de terça pra quarta. E só aí, nesse momento, fitando no espelho do teto os teus olhos vermelhos como que alarmando o teu cansaço, que você vai pensar por qual motivo chamam esse dia &#8211; quarta-feira de cinzas.</div>
<p>Todo carnaval tem seu fim.</p>
<p>Rodrigo &#8220;O Crônico&#8221;  Souza.<br />
Leia o post original <a href="http://nascronicas.blogspot.com/2010/02/quarta-de-cinzas.html">aqui</a>.</p>
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		<title>Muito Barulho Por Nada</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 19:04:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martapnsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou descobrindo esses dias que eu simplesmente não sei lidar com ela. Ela surge em minha frente com um sorriso preguiçoso, apresentando milhões de possibilidades que há algum tempo eu não conseguia visualizar, parece inocente, inofensiva, mas quanto mais me aproximo para conhecê-la&#8230;mais me assusto!
Férias.
Esse ano eu não vou viajar para conhecer lugares novos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Estou descobrindo esses dias que eu simplesmente não sei lidar com ela. Ela surge em minha frente com um sorriso preguiçoso, apresentando milhões de possibilidades que há algum tempo eu não conseguia visualizar, parece inocente, inofensiva, mas quanto mais me aproximo para conhecê-la&#8230;mais me assusto!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Férias.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Esse ano eu não vou viajar para conhecer lugares novos e ou rever velhos conhecidos, dessa vez não vou para nenhum sítio ou interior para me aventurar, esse ano eu simplesmente estou em casa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Fazia um tempo que eu pensava sobre isso: como seria parar todas essas atividades que me ocupam 24 horas e simplesmente não ter despertador me levantando apressada da cama?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">E acreditem, na realidade é assustador! Descobri que não sou muito confortável comigo mesma, talvez eu nem sequer seja uma boa companhia, é bem mais fácil ter milhões de coisas e pessoas em volta, sem ter que lidar com o silêncio de estar unicamente&#8230;sozinha&#8230;sem nada para fazer.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Como é automático&#8230;acordo..ligo meu computador, conecto no MSN, gtalk, twiter, facebook, fotolog, Orkut, formspring, abro os blogs e sites de noticia, e qualquer outro meio de que ligue a milhões de outras vozes pelo mundo. Mas&#8230;percebi que de férias, nem sempre eu tenho assuntos super legais para falar, tem horas que parece que tudo fica branco, não tenho nada pra comentar, responder, criticar&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Então, leio alguns pedaços de livros, assisto filmes, arrumo algumas vezes o quarto, resolvo organizar as pastas no computador, jogo videogame, passeio pelos canais na televisão, e descubro que ficar parada olhando o céu pela janela&#8230;me assusta. É complicado demais pensar que o relógio ta ali, passando, e eu aparentemente não estou fazendo nada de&#8230;útil?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Quem foi que me disse que eu precisava de atividades para me sentir útil? Aonde foi que me ensinaram que o silêncio é perigoso? Por que dormir, ficar com preguiça na cama, não planejar nada mirabolante para o dia se tornou tão errado?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Bem, eu poderia agora fazer uma exortação malcriada mandando você desligar tudo e experimentar o silêncio, eu poderia contar que o Rob Bell tem um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=C7he9ABLjp4">Nooma</a> tão interessante sobre esse assunto, eu poderia inclusive, combinar com algumas pessoas para irmos na sua casa e desligar a chave geral propositalmente&#8230; mas&#8230;dessa vez eu vou parar por aqui e curti o barulhinho da chuva no telhado lá fora e a penumbra aconchegante do meu quarto&#8230;em plena tarde&#8230;</span></p>
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		<title>Repensando a Missão da Igreja</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 18:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel do Carmo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[dietrich bonhoeffer]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[repensando]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje começo a conceber a missão da igreja somente  atrelada ao trabalho social e solidário com o mundo. Que o objeto de atenção e carinho da igreja deve ser os que nunca entraram por suas portas. Que a igreja só é igreja, quando vive em função do serviço ao mundo, como disse sabiamente Dietrich Bonhoeffer. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje começo a conceber a missão da igreja somente  atrelada ao trabalho social e solidário com o mundo. Que o objeto de atenção e carinho da igreja deve ser os que nunca entraram por suas portas. Que a igreja só é igreja, quando vive em função do serviço ao mundo, como disse sabiamente Dietrich Bonhoeffer. Nesse sentido a igreja é mundana, ou comprometida com as necessidades reais do mundo. O resto é pura coreografia inóqua e improdutiva. Para chegar a essa postura, precisei ter um tempo de maturação de vinte e poucos anos de ministério pastoral em meio a dor a às duras penas.</p>
<p>Hoje não aceito mais igrejas contemplativas que só adoram de olhos fechados com cara de laranja chupada, mas que não contorcem o rosto de compaixão pela dor aguda dos carentes, não aceito mais uma igreja detentora de uma liturgia autófaga que come dieta de seus próprios conceitos enlatados, que gira em torno de seu  próprio umbigo, viciada no consumismo de seus próprios produtos obsoletos, mas não age, não estende a mão em direção a esse povo sofrido e pisoteado pela vida. E haja oração, e haja jejum, e reuniões, e vigílias e cobranças em cima de cobranças. e pouca ação solidária e pouca compaixão genuína que desembocam em mudanças substanciais  na vida da cidade em que está inserida.</p>
<p>Jesus nos exorta para essa séria realidade. Todo dom e milagre deve existir somente em função das causas do Reino e em assistir as causas do próximo. E tem a questão da motivação. Hoje em dia faz-se evangelização, campanhas, e programas mirabolantes visando o crescimento da igreja local, pra mostrar crescimento numérico, pra fazer marketing, pra mostrar que a liderança e a denominação são melhores que as outras, quando Jesus fala que toda ação da igreja deve ser feita para Ele, mesmo que seja um simples copo de água fria dado a um pequenino (gente simples, pessoas no inicio da caminhada da fé atingidas pela graça, que como crianças, são completamente dependentes de Deus e tem uma grande paixão em conhecer mais de Jesus).</p>
<p>Aí penso no Juízo Final. Quando tudo será exposto sob a luz do olhar de chamas de fogo do Senhor Jesus, Reto Juíz. Muitos feitos de pastores ostensivos que exigem holofotes sobre si, vão ser transformados em substrato de fragmento de poeira naquele Dia. Muitas manifestações de poder explosivo vão ser reduzidos à cinza. E as pequenas obras de muitos que nunca obtiveram a atenção e a  aprovação da elite eclesiástica &#8220;bombante&#8221; das grandes corporações da fé, vão ser provadas pelo fogo e reconhecidas como obras de ouro e prata, aquilatadas pelo fogo purificador do juizo de Deus, e vão receber os calorosos bem-vindos do Rei naquele Dia.</p>
<p>Não me arvoro em profeta, mas ouso dizer: Igreja de Jesus, ainda há tempo de refletir e se arrepender. Por isso, Jesus tem um refrão que sempre é repetido em suas palavras no Evangelho e nas cartas que direcionou às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse:</p>
<p>Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas!</p>
<p>Maneoldc</p>
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