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	<title>Abrigo R15 &#187; review</title>
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		<title>Abrigo R15</title>
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		<title>Isso É Vida!</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 20:18:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) Me tornei amigo de um garoto que tem uma história fantástica. Ele foi pro programa &#8220;The Price Is Right&#8221; e acabou ganhando um carro. Então ele levou a sorte grande na grande roda e conseguiu entrar no &#8220;Showcase Showdown.&#8221;
Agora, você não vai acreditar nisso, mas em um lance raro de brilhantismo, ele foi perfeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;(&#8230;) Me tornei amigo de um garoto que tem uma história fantástica. Ele foi pro programa &#8220;The Price Is Right&#8221; e acabou ganhando um carro. Então ele levou a sorte grande na grande roda e conseguiu entrar no &#8220;Showcase Showdown.&#8221;</em></p>
<p><em>Agora, você não vai acreditar nisso, mas em um lance raro de brilhantismo, ele foi perfeito e acabou ganhando absolutamente tudo no &#8220;Showcase Showdown&#8221;. Então no fim ele tinha ganhado dois carros e todo tipo de prêmios totalizando cerca de U$60.000. Mas então ele leu sua Bíblia e orou (as vezes, algo perigoso de se fazer). Ele sentiu o Espírito o movendo a fazer algo diferente, algo louco, algo que faria Deus sorrir. Então ele transformou todos os prêmios em dinheiro e voou para Uganda, e gastou tempo em orfanatos por toda Uganda, se livrando de todo o dinheiro secretamente. E eis uma coisa incrível&#8230; quando você fala com esse garoto, ele está VIVO. Como nunca antes. </em></p>
<p><em>Não é nem como se ele tivesse feito algo heróico ou nobre. Ele simplesmente fez algo que fazia sentido à luz do Evangelho. E, não apenas isso levou vida àqueles meninos morrendo de pobreza em Uganda, mas isso também trouxe vida a esse menino que deu tudo. Quero dizer, sério, você iria preferir ter 2 carros e um monte de coisas ganhados de um programa de TV que eventualmente iriam quebrar ou enferrujar ou ser vendidos no eBay; ou a lembrança preciosa daqueles rostos e sorrisos, e a sensação profunda de que você fez algo de significado eterno por outro ser-humano? Isso é vida. (&#8230;)&#8221;</em></p>
<p>Esse trecho do livro <a href="http://www.amazon.com/Follow-Me-Freedom-Leading-Ordinary/dp/0830751203/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1276028228&amp;sr=8-1">Follow Me To Freedom</a> do Shane Claiborne e John Perkins foi um tapa na minha cara. Sempre queremos mais e mais enquanto tem gente passando fome. Lemos e relemos o Evangelho, mas se isso não gera ações práticas nesse sentido, tudo é vão.</p>
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		<title>A Felicidade Só É Real Quando Compartilhada</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 14:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Micael Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Natureza Selvagem (Into the Wild, USA 2007) de Sean Penn.
Depois de se formar, todo jovem recebe a carga de decidir o que quer da vida e se tornar adulto definitivamente. Essa passagem assustadora da vida não parecia afetar o jovem Christopher McCandless, personagem real, interpretado por Emile Hirsch. Christopher era o típico bom moço. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: bold;">Na Natureza Selvagem (Into the Wild, USA 2007) de Sean Penn.</span></p>
<p>Depois de se formar, todo jovem recebe a carga de decidir o que quer da vida e se tornar adulto definitivamente. Essa passagem assustadora da vida não parecia afetar o jovem Christopher McCandless, personagem real, interpretado por Emile Hirsch. Christopher era o típico bom moço. Boas notas, boa vida, bom filho. Mas vendo a vida matrimonial decadente de seus pais, a vida vazia do cotidiano urbano, toma uma decisão surpreendente: abandonar tudo e todos para viver no ostracismo, em contato com a natureza e os livros.<br />
Ao longo da jornada de Alexander Supertramp (o novo nome adotado por ele), percebemos o quanto ele avança em busca do conhecimento de si mesmo, da reconciliação com a natureza e a fuga do modelo de vida ocidental. Porém, vemos que seus breves contatos com as pessoas que conhece pelo caminho, nunca são cultivados a fundo, pois Supertramp se nega a dar valor aos relacionamentos.<br />
Com uma interpretação intensa, Emile Hirsch evolui em sua carreira como um ator de método e identificação total com seu papel. Tanto nas cenas em que segura o filme sozinho, quanto naquelas em que contracena com outros atores, sempre revelando um personagem que se afeiçoa por um estilo de vida, mas é incapaz de se apegar a outros seres humanos, por mais que haja respeito e carinho entre eles, mesmo que essas pessoas nutram sinceros sentimentos de afetos por ele. Porém, é na parte final do filme que Emile Hirsch se transforma e demonstra ser um ator muito mais completo que seus filmes anteriores poderiam sugerir, mérito que pode ser dividido com Sean Penn, que mostra-se como um ótimo diretor de atores.<br />
Isso porque os coadjuvantes marcam o filme com performances igualmente competentes, começando pelos pais de Christopher, William Hurt e Marcia Gay Harden, na tela, que com pouco tempo na tela, exibem dor e sentimento de culpa. Jena Malone, cuidando mais do ofício de narradora. Catherine Keener, uma hippie que faz o estilo mãezona para &#8220;Alex&#8221; e um pouco ressentida com o fato de não ver os laços, quando ele sempre finda por afastar-se. Kristen Stewart, o único relacionamento com uma garota de Alex, também longe de ser desenvolvido e alimentado, acaba frustrado pela fuga do protagonista. E, por fim, Hal Holbrook, o velhinho solitário, que talvez é quem mais evidencia essa falha em Alex Supertramp. Em suas conversas sobre amizade, Deus e a natureza, os dois se afiam e compartilham a vida, mas é com uma tristeza singular nos olhos de Holbrook que percebemos na despedida, uma conversa inacabada, seu desejo de cultivar mais aquela amizade, enquanto mais uma vez Supertramp obstina-se em isolar-se para o seu mundinho de aventuras, solitude e natureza.<br />
A vida de Christopher McCandless, ou Alex Supertramp é uma bela lição para todos nós, que somos sugados pela rotina e pelo compromisso de assumir coisas, ser mais um soldadinho de chumbo nessas esteira de produção que muitas vezes, nos impede de apreciar a vida. Porém, sua experiência também nos move a valorizar nossos relacionamentos interpessoais. Afinal, a vida deve ser compartilhada e não devemos nos olvidar de nossa natureza gregária, que somos membros uns dos outros e nessa vida, a interação com o próximo é o que torna significativa nossa passagem pela terra, quando marcamos positivamente a vida de outros iguais a nós. Christopher McCandless tentou fugir disso, mas mesmo em sua reclusão e isolamento, marcou a vida de todos que passaram por ele e hoje, graças a este filme brilhante, marca nossa vida também.</p>
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		<title>Por Que Você Não Quer Mais Ir À Igreja?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 17:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje estava no ônibus indo pro trabalho e não tive como não ouvir um diálogo de 2 rapazes no banco atrás do meu. Com tanto evangeliquês , detectei logo que os 2 eram crentes. Parte da conversa era como que uma amostra de currículos eclesiásticos. “Segunda tenho reunião da liderança, terça tenho minha célula, quinta tenho grupo de casais, sexta tem evangelismo, sábado culto de jovens e domingo culto normal. É difícil, tem hora que fico muito cansado, mas é assim mesmo&#8230;” ouvi. E depois: “Nós somos assim mesmo, sempre queremos algo em troca. Deus sabe disso. É impossível fazermos algo ou dar o dízimo sem querer nada em troca.” Algo que se fosse falado com pesar, eu concordaria tristemente, mas percebi certo ar de “tem problema não, Deus entende.”</p>
<p>Coincidentemente, havia terminado de ler <em><strong>Por Que Você Não Quer Mais Ir À Igreja?</strong></em> um dia antes. O nome do livro já é bem sugestivo. Causa atração em alguns e em outros, um instinto automático de torcer o nariz e menear a cabeça.</p>
<p><em><strong>PQVNQMIAI</strong></em> é uma ficção e conta a história de Jake, um pastor auxiliar de uma igreja em ascensão que vem passando por um tempo de desânimo e angústia. O que mais o incomoda é que ele sendo um pastor e tendo tanto tempo de fé não deveria mais passar por momentos como esses. Certo?</p>
<p>O livro não apresenta uma trama super complexa, cheia de reviravoltas, é praticamente uma série de diálogos entre Jake e João, um senhor misterioso que surge na sua vida e que através de perguntas instigantes começa a fazer uma transformação nos conceitos de Jake.</p>
<p>Podemos nos identificar com Jake. Quantos de nós não nos sentimos por vezes sufocados pela igreja, pelos tantos afazeres e inúmeros deveres? Se formos um pouquinho sinceros, um bom número dos que estão lendo esse texto assumirão que é verdade. Somos viciados em ativismo porque ainda está impregnada em nós a idéia de que precisamos fazer por merecer. Achamos que se não estivermos 7 dias por semana na igreja ou “na obra” não merecemos o amor de Deus.</p>
<p>Vida cristã é vivência diária com Deus e com o próximo. Muitos de nós gastamos tanto tempo dentro da igreja ou de algum programa da igreja que não temos quase nenhuma hora pra estar simplesmente vivendo com pessoas ao nosso redor. Qual foi a última vez que você pôde sair com um companheiro de trabalho, com um amigo que há tempos você não bate um papo, com seu vizinho, com seu familiar? Esquecemos como Deus valorizava o partir do pão. Em vez de sairmos por aí buscando comunhão, construímos um ambiente na igreja pra que quem quiser ter comunhão vá pra lá. Isso é meio estranho, não?</p>
<p>Um ponto positivo que achei no livro é que os autores de início parecem condenar a igreja institucional e enaltecer a igreja nas casas, mas logo vemos que não é o caso. Dave Coleman e Wayne Jacobsen deixam claro que os mesmos perigos da igreja institucional podem se infiltrar nessas &#8220;igrejas informais&#8221;. A partir do momento que nossa caminhada não é espontânea e não apresenta uma entrega total a Deus, qualquer reunião, qualquer ajuntamento pode ser nocivo pra quem quer que esteja participando.</p>
<p>Espero buscar uma vida mais próxima a Deus e que assim possa ser transformado diariamente e ser usado por Ele pra mostrar às pessoas que esse peso que têm carregado nos seus ombros e que tem contribuído pra que vivam vidas medíocres não é um requisito de Jesus. E que eu possa sair um pouco do meu mundo e permanecer aberto à eventuais conversas guiadas por Deus com estranhos e conhecidos.</p>
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		<title>Conheça Seu Inimigo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 11:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Green Day é daquelas bandas que todo mundo conhece. O trio californiano que começou a ganhar notoriedade com o álbum Dookie em 1994 definiu muito do que foi a cena punk ou pop punk da época. Muitas cópias surgiram e sumiram com o tempo, mas o Green Day, mesmo com a &#8220;moda&#8221; punk sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Green Day é daquelas bandas que todo mundo conhece. O trio californiano que começou a ganhar notoriedade com o álbum <em>Dookie</em> em 1994 definiu muito do que foi a cena punk ou pop punk da época. Muitas cópias surgiram e sumiram com o tempo, mas o Green Day, mesmo com a &#8220;moda&#8221; punk sendo deixada de lado pra dar espaço para outra, permaneceu firme entre elogios e críticas severas da mídia/público.</p>
<p>Um marco na carreira do Green Day foi o disco de 2004, <em>American Idiot,</em> uma opera rock, ou álbum conceitual, como <em>Tommy<strong> </strong></em>do <strong>The Who</strong> ou <em>The Wall</em> do <strong>Pink Floyd</strong>, um disco que da primeira à última faixa conta uma história. Era perceptível a maturidade da banda que deixava de falar sobre meninos vestindo a roupa da mãe e passavam a criticar acirradamente a sociedade pró-guerra americana. Muitos críticos consideraram <em>American Idiot</em> o álbum do ano.</p>
<p>De lá pra cá a banda só fez pequenas aparições na mídia, incluindo uma parceria com o <strong>U2</strong> na música <em>The Saints Are Coming</em>, numa iniciativa para arrecadar dinheiro para compra de instrumentos dos músicos prejudicados pelo furacão Katrina em Nova Orleans, e um projeto paralelo chamado  <strong>Foxboro Hot Tubs</strong>.</p>
<p>O novo disco era muito aguardado, já que seria a nova empreitada da banda desde o aclamado <em>American Idiot</em> e foi recepcionado com críticas positivas.  Confesso que à primeira ouvida não me atraiu muito, mas com o tempo o álbum foi soando melhor aos meus ouvidos. O disco possui uma atmosfera bem semelhante ao <em>American Idiot</em> e também é uma opera rock que conta a história de Christian e Gloria dividida em 3 atos &#8211; 1º Ato: <em>Heroes and Cons</em>; 2º Ato &#8211; <em>Charlatans and Saints</em> e 3º Ato &#8211; <em>Horseshoes and Handgrenades</em>.</p>
<p>Gosto da maneira do Green Day levantar questões relevantes a nossa realidade contestando a &#8220;máquina&#8221; que funciona ao nosso redor que busca nos manipular, sendo esta o governo, a mídia, a religião ou o que for. Algumas músicas retratam a falta de referencial e de sentido na vida que muitos vivenciam hoje. Como a música <em>Before The Lobotomy</em> diz <strong>Dreaming/I was only dreaming/Of another place and time/Where my family is from</strong> (Sonhando/Estava apenas sonhando/ Com outro lugar e tempo/ De onde minha família veio) e a música <em>Restless Heart Syndrome</em> que diz <strong>I&#8217;m A victm of my symptom/I AM my own worst enemy/You&#8217;re a victm of your symptom/ You are your own worst enemy/ Know your enemy</strong> (Sou uma vítima do meu sintoma/ Sou o meu próprio pior inimigo/ Você  é uma vítima do seu sintoma/ Você é o seu próprio pior inimigo/ Conheça seu inimigo) e tantas outras falam dessa dor de se viver numa sociedade vazia e que busca valores vazios, como o disco chama, a era estática.</p>
<p>O álbum não dá uma solução a todo esse caos, mas leva à reflexão. Eles não têm a pretensão de resolver o problema, e nem deveriam. É um disco que é bem mais profundo que muitos produtos pré-fabricados de rimas fáceis e frases prontas que afirmam ter uma solução e entender todos os problemas do mundo, mas que soam vazios como um balão.<br />
Musicalmente falando, se você não gostou do American Idiot, passe longe. Se você gostou, ouça com vontade.</p>
<p>Markeetoo</p>
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		<title>Jesus Quer Salvar Os Cristãos</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 16:02:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ontem terminei de ler o livro Jesus Wants To Save Christians – A Manifesto For The Church In Exile (Jesus Quer Salvar Os Cristãos – Um Manifesto Para A Igreja Em Exílio) de Rob Bell e Don Golden. Me interessei pelo livro pelo título e por ter o Rob Bell envolvido, autor dos famosos vídeos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem terminei de ler o livro <a href="http://www.amazon.com/Jesus-Wants-Save-Christians-Manifesto/dp/0310275024/ref=sr_1_2?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1241112311&amp;sr=8-2">Jesus Wants To Save Christians – A Manifesto For The Church In Exile</a> (Jesus Quer Salvar Os Cristãos – Um Manifesto Para A Igreja Em Exílio) de Rob Bell e Don Golden. Me interessei pelo livro pelo título e por ter o Rob Bell envolvido, autor dos famosos vídeos da série <a href="http://www.nooma.com">Nooma</a> e autor dos livros <a href="http://www.amazon.com/Velvet-Elvis-Repainting-Christian-Faith/dp/0310273080/ref=sr_1_4?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1241112311&amp;sr=8-4">Velvet Elvis</a> (lançado no Brasil como <a href="http://www.editoravida.com.br/loja/product_info.php?products_id=589">Repintando A Igreja</a>) e <a href="http://www.amazon.com/Sex-God-Exploring-Connections-Spirituality/dp/0310280672/ref=sr_1_5?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1241112311&amp;sr=8-5">Sexgod</a> (ainda não publicado por aqui, traduzindo ficaria Deus do Sexo) ambos muito bons.</p>
<p>O livro em alguns aspectos me lembrou o <a href="http://manoeldc.blogspot.com/2009/01/jesus-para-presidente.html">Jesus For President</a> do Shane Claiborne e Chris Haw. O foco, como o título denuncia, é tentar fazer a igreja perceber como tem se distanciado das práticas ensinadas por Jesus, separando-se, alienando-se, construindo muros ao seu redor e fechando os olhos pra tanta coisa ruim que está acontecendo do lado de fora.</p>
<p>Temos nos tornado condescendentes com o sistema que age contra os valores do Reino. Somos cristãos que apóiam financeiramente muitos dos males aos quais nossos irmãos desprovidos de voz política, de posição social privilegiada ou de amor são vítimas.</p>
<p>Tornamos-nos “amigos do Estado”, “amigos do conforto”, “amigos do status” e por isso, temos que nos calar diante de absurdos que deveriam nos revoltar e essa revolta deveria gerar ações que glorificam o nome de Deus e a sua justiça.</p>
<p>Confesso que essa nova leitura (nova pra mim pelo menos, que estava acostumado com um Evangelho “gospel” de ser) tem me desafiado e me impulsionado a mudar certas coisas. Já me taxaram de revoltado contra o sistema, de chato e já tentaram me explicar que sou assim por causa de uma infância reprimida, mas eu não cheguei nem perto de como eu acho que devo ser. Será que o movimento contra-cultural de Jesus, toda a subversão causada por Ele era movida por uma simples revolta boba contra o sistema, ou será que quando a Bíblia diz que existe uma força que vai contra tudo que Deus é e representa ela estava falando sério?</p>
<p>Fico feliz de ver pessoas se posicionando. Chega de condescendência. Chega de nos conformarmos (tomar a forma) com esse século, com esse mundo. Jesus quer nos salvar disso.</p>
<p>A seguir, apenas um trecho do livro:</p>
<p>“A igreja  é uma organização que existe para o benefício dos não-membros.<br />
[...]<br />
Em um mundo onde existem 27 milhões de escravos, um mundo onde 840 milhões de pessoas irão pra cama com fome hoje a noite porque não tem dinheiro pra pagar uma refeição, em um mundo onde 1 milhão de pessoas cometem suicídio todo ano, em um mundo em que só hoje cerca de 4.500 pessoas vão morrer por causa da AIDS na Africa, Jesus quer salvar a igreja do exílio da Irrelevância. Se temos qualquer recurso, qualquer poder, qualquer voz, qualquer influência, qualquer energia, precisamos converter isso em bênçãos para aqueles que não tem poder, não tem voz, não tem influência.<br />
[...]<br />
Jesus quer salvar-nos de fazer as boas-novas ser sobre um outro mundo e não esse.<br />
Jesus quer salvar-nos de pregar um evangelho que só fala sobre indivíduos e não sobre os sistemas que os escravizam.<br />
Jesus quer salvar-nos de diminuir o evangelho até se tornar uma transação sobre a remoção do pecado e não sobre toda e qualquer partícula da criação sendo reconciliada com seu criador.<br />
Jesus quer salvar-nos de um desespero religioso sancionado, do tipo que não acredita que o mundo pode se tornar melhor, do tipo que ruidosamente ou sutilmente ensina as pessoas a apenas ficarem quietas e se comportarem e esperarem que algo grandioso aconteça ‘algum dia’”.</p>
<p>Markeetoo</p>
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		<title>O Enorme Peso da Dúvida</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 18:04:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Micael Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Dúvida  (Doubt, USA 2008) de John Patrick Shanley.  Com Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams,  Viola Davis, Alice Drummond, Joseph Foster, Mike  Roukis, Paulie Litt, Audrie Neenan e Lloyd Clay Brown.

Nos corredores da escola  católica St. Nicholas, no Bronx dos anos 60, a figura da diretora Irmã  Aloysius [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"><strong>Dúvida  (Doubt, USA 2008) de John Patrick Shanley.  Com Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams,  Viola Davis, Alice Drummond, Joseph Foster, Mike  Roukis, Paulie Litt, Audrie Neenan e Lloyd Clay Brown.</strong></span></span></p>
</ul>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Nos corredores da escola  católica St. Nicholas, no Bronx dos anos 60, a figura da diretora Irmã  Aloysius (Meryl Streep) é intimidadora. Ela é a personificação da  disciplina, do rigor e da intransigência. As crianças a temem, as  freiras a respeitam com subserviência. Não que ela não possua sentimentos,  como vemos quando veladamente oculta o fato de que uma das irmãs está  perdendo a visão, para evitar que ela seja afastada, porém, seu olhar  parece estar sempre buscando o defeito das coisas, um erro, um passo  em falso, e sua prontidão em punir, sua paixão pela ordem e seu zelo  excessivo a torna uma figura perturbadora e desagradável.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Em contrapartida, o  padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) é um sujeito cordial, compreensivo  e amável. Mas suas idéias e pontos de vista modernos o levam em rota  de colisão com a diretora da escola, em um embate que envolverá não  só aspectos morais, mas a busca pela verdade e as conseqüências de  pecados mortais.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Tudo gira em torno  de uma suspeita levantada pela jovem professora Irmã James (Amy Adams)  a respeito da conduta do padre Flynn para com o aluno Donald Miller  (Joseph Foster). Irmã James é jovem, ingênua e faz tudo para agradar  seus superiores. Como Irmã Aloysius já havia lhe colocado em alerta  para conferir qualquer coisa estranha, ela reporta suas suspeitas, embora  inconclusivas e carentes de provas.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">O primeiro confronto  entre Aloysius e padre Flynn não demora a acontecer, com a testemunha  de Irmã James, confusa e indecisa entre ambos. Contrariado com o que  houve, padre Flynn nega que tenha molestado o garoto e apresenta uma  justificativa plausível, o que não é aceito por Aloysius, que decide  empreender uma cruzada cega para confirmar sua verdade.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Embora o filme jamais  apresente qual seja a verdade final sobre os fatos, levanta vários  questionamentos que permanecem em nossa mente por muito tempo. O primeiro,  evidentemente, repousa na questão do perigo de macular a honra das  pessoas mediante a divulgação de suspeitas, histórias sem confirmação,  fofocas, boatos infundados. Como bem colocado pelo sermão do padre  Flynn, através da metáfora das penas ao vento. Ninguém jamais conseguirá  desfazer os prejuízos de ter manchado a reputação de outro, de ter  destilado veneno através de mentiras, de ter perpetuado sofismas a  respeito da conduta e dignidade de outra pessoa.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Por outro lado, a Irmã  Aloysius pode ser vista como defensora da verdade, já que sutilmente  o padre Flynn demonstra ter sofrido crises de fé, tempos de dúvidas  na caminhada, como ele mesmo cita em seu primeiro sermão, e que esta  dúvida tornou-se um vínculo poderoso, como se estivesse carregando  a solidão de uma dor mantida em segredo. Muitos poderão dizer que  há algo errado no passado da Flynn e que onda há fumaça há fogo.  No entanto, até que ponto é válida a cruzada pela virtude da Irmã  Aloysius? Será que o zelo pode justificar a repressão, o ódio, a  intolerância, o fogo da “santa inquisição”? Será que é lícito  dar dois passos para longe de Deus, a fim de comprovar uma tese, uma  hipótese? Afinal, todos nós temos nossos pecados, e não estamos habilitados  a julgar uns aos outros, como dito pelo padre, “Eu tive meus pecados  mortais, mas Deus já me absolveu”.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Mudando de assunto,  não deixa de ser assustador o pragmatismo da mãe do garoto Donald  Miller, que reconhecendo que o garoto tem problemas, prefere ignorar  as suspeitas da Irmã Aloysius, a fim de garantir um futuro melhor para  seu filho. A ela não interessa a verdade, desde que isso não venha  a prejudicar a educação do menino. Seja qual for o problema, ele poderá  suportar até junho. Aliás, o medo da intolerância volta a ser tratado  nessa passagem, pois a Sra. Miller (Viola Davis) parece temer muito  mais quanto à reação do pai, que poderia matar o garoto se descobrisse  por certo acerca da homossexualidade.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Por fim, o filme traz  o enorme peso da dúvida sobre os personagens, e de certo modo, ao próprio  espectador. As atitudes de cada um tem suas conseqüências, mas quando  remanesce a dúvida quanto ao acerto e veracidade dessas atitudes, a  angústia e o tormento dilaceram a alma e consomem por dentro. Porém,  o vínculo desse desespero pode ser tão forte, que pode converter-se  em uma virada de fé, conduzindo ao caminho de arrependimento e mudança.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">Com interpretações  magníficas e um texto rico em diálogos bem construídos e simbolismo  eficazes, Dúvida é um filme excelente para ver e refletir sobre as  dúvidas que nos prendem e as atitudes que tomamos sem a certeza da  verdade, além de temas como intolerância, honra, virtude e fé.</span></span></p>
</div>
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		<title>Estrada Revolucionária</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 16:17:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>markeetoo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[revolutionary road]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

“Vazio sem esperança. Agora você acertou. Muitas pessoas aceitam o vazio, mas é preciso muita coragem pra ver a desesperança.”
Essa foi uma das muitas frases que me marcaram ao assistir o filme Foi Apenas Um Sonho (Revolutionary Road, 2008), um filme de Sam Mendes com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet repetindo a parceria de [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal"><em>“Vazio sem esperança. Agora você acertou. Muitas pessoas<span> </span>aceitam o vazio, mas é preciso muita coragem pra ver a desesperança.”</em><br />
Essa foi uma das muitas frases que me marcaram ao assistir o filme Foi Apenas Um Sonho (Revolutionary Road, 2008), um filme de Sam Mendes com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet repetindo a parceria de Titanic em papeís e situações completamente diferentes.</p>
<p class="MsoNormal">Eu odeio quem conta partes importantes de um filme que ainda não vi e pretendo ver, então se você não viu o filme e se importa, como eu, fique longe do texto pois posso soltar algum spoiler pelo meio.</p>
<p class="MsoNormal">O filme trata de um casal, Frank Wheeler(DiCaprio) e April Wheeler(Winslet. <span> </span>April é uma atriz decadente e Frank, seu marido, trabalha em um escritório. Eles têm dois filhos. É a clássica família dos filmes americanos e todos admiram os Wheelers, <span> </span>acham que eles tem “algo especial”.</p>
<p class="MsoNormal">A rotina de trabalho do Frank, que costumava ser um cara divertido e sonhador, vai lhe transormando aos poucos, e logo Frank se vê traindo sua esposa. April, que não gosta de morar no subúrbio (aquelas lindas casinhas distantes da cidade &#8211; grandes e sem muros) está desiludida com essa vida e tem uma idéia: se mudar para Paris, cidade que Frank visitou durante a guerra e adorou. Eles juntariam o dinheiro que tinham, iriam pra lá. April iria trabalhar e Frank teria tempo pra pensar na vida e dedicar tempo pra o que quer que seja o que lhe interesse. De início, Frank acha a idéia irrealista, mas logo percebe que odeia a situação em que estão vivendo e topa.</p>
<p class="MsoNormal">Todos os vizinhos, amigos e companheiros de trabalho passam a considerá-los loucos e irresponsáveis por decidirem abrir mão de toda a estabilidade e ir arriscar uma vida assim. Então começa a pressão em cima de Frank, o homem da casa.</p>
<p class="MsoNormal">Eu não vou contar o fim do filme, mas me chamou muita atenção esse ato de se deparar com uma vida vazia e sem esperança, dedicando seu tempo pra algo que você não gosta, destruindo seu relacionamento com quem você se importa, por causa do peso da responsabilidade. É bem nítido no filme o conflito interno de Frank que odeia a situação em que está, mas sente que sua responsabilidade como homem adulto, é de ficar no seu emprego estável, aceitar a promoção que lhe é proposta e sustentar sua casa, mesmo que sua casa esteja uma bagunça, seu relacionamento com sua mulher por um fio e sua realização pessoal no zero.</p>
<p class="MsoNormal">Como saber a hora de largar o que estamos fazendo por um bem maior? Em certo momento Frank diz que a idéia de April é irrealista, ela responde: <em>“Não Frank, irrealista é um homem com uma boa cabeça continuar trabalhando ano após ano em um emprego que ele não suporta. Vir pra casa em um lugar que ele não suporta, pra uma esposa que assim como ele não suporta essas coisas. E sabe qual a pior parte? Toda nossa<span> </span>existência aqui é baseada na premissa de que somos especiais, que somos superiores a tudo isso. Mas não somos. Somos como todos os outros! Nós compramos essa mesma ilusão ridícula. De que temos que desistir da vida e se acomodar a partir do momento que temos filhos. E estamos nos punindo por isso.”</em></p>
<p class="MsoNormal">Como cristãos, é triste notar que muitos de nós também estamos “comprando” essa ilusão. A vida com Deus deveria ser algo transformador, que subverte os moldes impostos pela sociedade, que é realmente uma contra-cultura, que não se importa com status e bens. Mas muitas vezes, somos apenas freqüentadores de igreja, que ouve música gospel, usa roupa gospel, come em lanchonetes gospel, somos consumistas gospel. Como Rob Bell diz, é possível você seguir todas as regras da religião – e da sociedade – e viver de maneira infeliz e miserável.</p>
<p class="MsoNormal">É triste ver nossos jovens cheios de vida, de idéias revolucionárias, de disposição, tendo que se amoldar aos padrões da sociedade para serem respeitados, porque senão, todos nos olham como loucos irresponsáveis. Mais triste é ver o povo de Deus seguindo a correnteza.</p>
<p class="MsoNormal">Não estou dizendo que todos deveríamos largar nossos empregos e fazer o que der na telha, estou falando de vida medíocre, sem vida e igual à todo mundo.</p>
<p class="MsoNormal">A comodidade nos adormece, e quando percebemos, a vida passou e nós ficamos pra trás.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">“Te desafio a se mover. Te desafio a se levantar do chão como se o dia de hoje nunca tivesse acontecido antes.” Switchfoot – Dare You To Move</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Markeetoo</p>
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		<title>POD – WHEN ANGELS AND SERPENTS DANCE</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 07:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sonny</dc:creator>
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O final dos anos 90 e inicio dos 2000 foi marcado por uma nova “moda” no meio do rock. Limp Bizkit, Linkin Park, Korn, Papa Roach dentre outras bandas foram ganhando muitos adeptos. 

Lembro de um amigo que viajou aos EUA e voltou com aquelas calças 10 números maior do que o número dele, camisas [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O final dos anos 90 e inicio dos 2000 foi marcado por uma nova “moda” no meio do rock. Limp Bizkit, Linkin Park, Korn, Papa Roach dentre outras bandas foram ganhando muitos adeptos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
Lembro de um amigo que viajou aos EUA e voltou com aquelas calças 10 números maior do que o número dele, camisas enormes, tênis de skatista e bonés de baseball virados pra trás. Alguém resolveu chamar o “novo estilo” de <em>new metal </em>(deixando muitos metaleiros revoltados por não admitirem que a tal música fosse colocada no “pacotão”do metal). O estilo era explicado como sendo a mistura do rap com o metal.<br />
No meio disso tudo, uma banda chamada P.O.D (sigla que significa <em>payable on death</em>, ou pagável na morte) surge em San Diego com influências de hardcore, rap e reggae. A banda se destacou de uma maneira impressionante. Apesar de se auto-denominar uma banda cristã (o que sempre foi claro em suas letras), a banda conseguiu um grande espaço no <em>mainstream</em><span> </span>(tocava na rádio, MTV e participava de festivais – não, não estou falando de rádios, programas de TV e festivais “góspeis”).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
Hoje estamos chegando no final dos anos 2000 e o estilo já não é mais tão famoso assim. As bandas “carro-chefe” do “novo metal” tiveram que se reinventar, pois tudo indicava que a velha fórmula já não satisfazia (principalmente os que esperam ansiosamente por uma nova moda pra mudar seus guarda-roupas e seus playlists). Com o POD não foi diferente. Depois do renomado <em>Fundamental Elements of Southtown </em>(1999) veio o seu maior sucesso,<span> </span>Satellite (2001). Este álbum lança a banda ao estrelato e inclusive os presenteia com uma participação na trilha sonora do filme Matrix Reloaded. Em 2003, Marcos Curiel, guitarrista da banda é “demitido” e Jason Truby (ex-Living Sacrifice) assume as guitarras. A partir daí, este que vos fala começou a perder o interesse pela banda.<span> </span>Confesso que a falta do peso das guitarras do gordinho Marcos e seus berros me fizeram sentir saudades. Com o <em>new metal </em>perdendo sua força, a banda começa a trabalhar mais os arranjos e deixa o peso um pouco de lado. Em 2006, o quarteto lança o segundo disco sem o guitarrista original, <em>Testify. </em><br />
Testify parece voltar ao estilo que consagrou o POD, mas sem jogar fora os arranjos trabalhados que a banda incorporou com a entrada de Truby. Então eu pensei: “POD está voltando!”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
No mesmo ano que o disco foi lançado, todos fomos surpreendidos com a notícia de que Marcos estava de volta à banda (abrindo mão de sua banda com o ex-Grammatrain, Pete Stewart, <em>The Accidental Experiment)</em>.<br />
Neste ano de 2008, é lançado o disco <em>When Angels and Serpents Dance</em>. POD de volta à sua formação original. E finalmente, é sobre ele que eu originalmente iria escrever.<br />
<!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br />
<!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Fiquei feliz com a volta de Marcos Curiel (vocês lembram que eu gosto dos seus riffs e berros né?). De primeira ouvida gostei do álbum apesar de estar esperando algo mais pesado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
A primeira faixa, <em>Addicted,</em> começa o álbum com um riff totalmente POD. Sonny (sem seus dreadlocks) lembra os velhos tempos arriscando alguns gritos e fala sobre o vício de maneira bem explícita e impactante. Logo em seguida temos <em>Shine With Me,</em> uma música mais leve e que tem um refrão bem diferente do que estamos acostumados a ouvir da banda. O vocalista Sonny deixa um pouco de lado o rap e investe em melodias vocais. Gostei bastante do resultado. Depois temos <em>Condescending</em> e em seguida, <em>It Can’t Rain Everyday</em>, que copia a fórmula de sucesso de Youth Of The Nation (do álbum Satellite)<span> </span>e Goodbye For Now (do álbum Testify). Apesar de lembrar outras músicas, o riffzinho da guitarra é bem interessante e a letra fala de situações desesperadoras, como a de uma garota que não consegue se encaixar num grupo de amigos e é ridicularizada, um pai de família que é despedido e uma grávida que descobre que sofreu um aborto e usa a chuva como uma metáfora para o sofrimento mas lembra que o sol ainda vai nascer, pois a chuva não pode durar pra sempre.<br />
Seguindo esta balada, temos a mais diferente do álbum, Kaliforn-Eye-A, com uma levada bem funkeada e com a participação de Mike Muir (da ótima e velha Suicidal Tendencies). A música, carregada de gírias e expressões, fala sobre a California e surpreende no meio quando vira um hardcore, lembrando os primórdios do POD. <em>I’ll Be Ready</em>, pra não perder o costume, é um reggae e conta com a participação das Marley Sisters. Então chega a hora de <em>End Of The World</em>, embalada com uma melodia bem bonita e diferente do que o POD está acostumado a fazer. A música, logicamente fala do fim do mundo e é uma crítica à falta de amor que estamos vivenciando em nossos dias. Na minha opinião é uma das músicas mais bonitas que a banda já fez.<span> </span><em>This Ain’t No Ordinary Love Song</em> também aposta na melodia vocal e não tanto em riffs pesados e apresenta um resultado bom. Em seguida temos a pancada God Forbid, que conta com a participação de Page Hamilton da ótima banda Helmet). É a música mais pesada do CD e me fez lembrar as antigas pauladas do POD, como Outkast, Portrait, Masterpiece Conspiracy e outras. Ao ouvir essa música um sorriso brotou em meu rosto rs.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
Outra característica dos álbuns do POD é que sempre temos uma faixa instrumental. Nesse disco não poderia ser diferente, e então surge Roman Empire, uma música melancólica com solos que me fazem lembrar porque gosto do Marcos Curiel (isso já tá enchendo né?). Logo depois temos a música tema do disco, <em>When Angels And Serpents Dance</em> que compara a vida com uma dança entre anjos e serpentes e questiona quem está te guiando nessa dança?<span> </span>Alguém tem que guiar a dança. A música é bem parecida com muita coisa que o POD já fez e na minha opinião é a mais fraca do disco. Chega a vez de Tell Me Why, uma linda música guiada por violão, baixo e violinos. A letra é uma crítica à guerra e fala contra matar pessoas<span> </span>em nome do que achamos que é o certo. Um soco no estômago dos pró-guerra que apoiam o banho de sangue que tem acontecido em nome seja de Jesus ou de Alá. Outra música surpreendente, bem diferente do que estamos acostumados a ouvir o POD fazer. Por último, temos <em>Rise Against</em> que é um desafio para que levantemos em prol do que acreditamos e critica o saber muita coisa, mas não fazer nada. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
No total, o álbum é bem interessante e bem diferente do que esperava. O POD mostra que não está limitado à fórmula do new metal e que tem sobrevivido durante todos esses anos, e espero que ainda nos presenteie com muitos albuns criativos e desafiadores como esse.</span></p>
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